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Terça, 11 Agosto 2026 11:30

Adalberto Costa Júnior: "MPLA queria provocar violência para culpar a UNITA"

Luanda, — O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, acusou o MPLA de ter procurado provocar uma reação violenta da oposição durante os incidentes registados no sábado na província do Uíge, afirmando que o partido no poder pretendia responsabilizar a UNITA pela violência.

"O MPLA queria que respondêssemos à violência que premeditou, para depois nos acusar da violência que provocou", declarou o líder da UNITA perante militantes, numa intervenção divulgada pelo partido.

Segundo Adalberto Costa Júnior, a UNITA optou por não responder às alegadas provocações para evitar um agravamento da tensão política.

"O que o MPLA hoje queria era que nós fizéssemos os atos na mesma para nos acusarem da violência que eles iam provocar a seguir", afirmou.

O dirigente considerou ainda que o partido no poder procura desviar as atenções das suas dificuldades internas.

"As atenções do país estão todas viradas para o partido deles. É uma pouca-vergonha para a democracia o que está a acontecer. Nós fizemos muitos congressos com muitos candidatos. Houve algum problema na UNITA? Não. Eles conseguem fazer um só congresso com muitos candidatos? Não. Estão cheios de problemas, cheios de divisões", declarou.

Adalberto Costa Júnior afirmou também que "o dia em que os angolanos experimentarem a primeira alternância, verão o quanto o MPLA fez mal ao país".

As declarações surgem depois dos confrontos registados no sábado junto à sede provincial da UNITA, no Uíge, durante uma ação da Polícia Nacional.

Segundo o balanço divulgado, pelo menos 31 pessoas ficaram feridas, dez das quais com gravidade, na sequência da intervenção policial.

A Polícia Nacional justificou a operação com a alegada tentativa da UNITA de realizar uma atividade político-partidária num "local impróprio", junto a um tribunal, considerando igualmente reprovável o encerramento de vias públicas para a realização do ato.

Em comunicado, a corporação afirmou ter recorrido a "força moderada" e a meios não letais para dispersar os participantes, sustentando que a intervenção visou garantir a ordem pública.

A UNITA tem contestado a atuação das autoridades, considerando que a intervenção policial constituiu uma limitação ao exercício da atividade política.

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