A formalização da documentação decorrerá na sede do partido e ficará sujeita à posterior validação pelos órgãos competentes, à semelhança do que acontece com as candidaturas já conhecidas de Higino Carneiro, António Venâncio e José Carlos de Almeida.
Durante a última reunião do Bureau Político do Comité Central, João Lourenço anunciou igualmente a nomeação de João de Almeida Martins como mandatário da sua candidatura à liderança do partido.
Segundo informações avançadas no seio da estrutura partidária, os membros do Bureau Político manifestaram apoio à recandidatura do actual presidente do MPLA, reforçando a expectativa de continuidade da actual direcção política da formação.
Caso venha a ser o candidato mais votado no congresso de Dezembro, João Lourenço poderá assumir um papel determinante na escolha do futuro candidato presidencial do MPLA para as eleições gerais de 2027. O actual Chefe de Estado encontra-se constitucionalmente impedido de disputar um terceiro mandato presidencial consecutivo.
Nos últimos meses, vários sectores internos do MPLA têm defendido uma maior abertura e competitividade no processo de escolha da futura liderança partidária. O debate interno intensificou-se à medida que diferentes figuras históricas e dirigentes do partido passaram a ser apontados como potenciais protagonistas da sucessão política.
Entre os nomes mais frequentemente associados à disputa interna destacam-se Higino Carneiro, António Venâncio, José Carlos de Almeida e Irene Neto, num contexto em que o congresso ordinário poderá revelar-se decisivo para a definição do futuro equilíbrio político dentro do MPLA e da estratégia eleitoral do partido para o próximo ciclo político em Angola.

