Um funcionário da morgue do Hospital Municipal de Cacuaco (HMC), em Luanda, foi detido em flagrante na madrugada deste domingo por alegadamente ter praticado um acto sexual com o cadáver de uma mulher de 26 anos, confirmou a Polícia Nacional.
O suspeito, identificado como Francisco Pedro Sangombe, de 52 anos, pai de três filhos e funcionário da morgue há cerca de 12 anos, foi detido no interior da unidade hospitalar, onde desempenhava funções.
Segundo informações prestadas pelo próprio às autoridades, o homem alegou que se encontrava sob efeito de álcool no momento da ocorrência, afirmando tratar-se da primeira vez que praticava um acto daquela natureza.
A vítima foi identificada como Ana Bela Soares, de 26 anos. A jovem residia nos Estados Unidos da América, encontrando-se temporariamente em Angola quando perdeu a vida na sequência de um acidente de viação que provocou igualmente a morte de outras três pessoas.
O corpo permanecia na morgue do Hospital Municipal de Cacuaco quando ocorreu o alegado crime.
O porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional em Luanda, superintendente-chefe Nestor Goubel, confirmou os factos à imprensa e explicou que o caso foi denunciado pelo pai da vítima aos efectivos da Polícia Nacional que se encontravam de serviço no hospital.
De acordo com o responsável, o crime ocorreu por volta da 01h30, nas instalações da morgue do Hospital Municipal de Cacuaco, localizado no bairro Ecocampo, Nova Urbanização.
Nestor Goubel esclareceu ainda que, devido à lotação das gavetas frigoríficas da morgue, o corpo da jovem encontrava-se colocado no chão, circunstância em que, segundo a investigação preliminar, o suspeito terá cometido o alegado acto.
A Polícia Nacional classificou o caso como um crime de atentado contra a integridade de restos mortais.
Face à gravidade dos factos, Francisco Pedro Sangombe foi imediatamente detido e será presente ao Ministério Público para os competentes trâmites legais.
Em comunicado, a Polícia Nacional manifestou o seu repúdio pelo sucedido, reafirmando o compromisso de continuar a zelar pela dignidade dos cidadãos, mesmo após a morte.
O caso continua sob investigação das autoridades competentes.

