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Terça, 01 Setembro 2026 18:36

Nimi-a-Nsimbi recusa-se a acatar decisão do Tribunal Constitucional sobre Congresso da FNLA

O presidente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Nimi-a-Nsimbi, está a ser acusado de se recusar a receber uma decisão do Tribunal Constitucional (TC) que determina a convocação do VI Congresso Ordinário do partido.

A denúncia foi feita esta terça-feira, em Luanda, durante uma conferência de imprensa, pelo membro do Comité Central da FNLA, Augusto Sumbula, que contesta a actuação da actual liderança do partido.

Segundo o político, a decisão judicial surge na sequência de uma contestação apresentada por membros do órgão deliberativo da FNLA, que questionaram a não convocação do VI Congresso Ordinário por parte de Nimi-a-Nsimbi.

Sumbula afirma que, após apreciar as reclamações apresentadas, o Tribunal Constitucional terá dado provimento às mesmas e determinado, através de um acórdão, a realização do congresso.

Na sequência da decisão, um grupo de membros do Comité Central, satisfeito com o pronunciamento do Tribunal Constitucional, decidiu apresentar formalmente o acórdão ao presidente da FNLA, com o objectivo de dar conhecimento da determinação judicial e exigir o seu cumprimento.

Contudo, de acordo com Augusto Sumbula, Nimi-a-Nsimbi terá recusado receber o documento e manifestado a sua discordância em relação à decisão do Tribunal Constitucional.

A atitude do presidente da FNLA está agora no centro de uma nova disputa interna no partido, num momento em que diferentes sectores da organização defendem a necessidade de realização do congresso para ultrapassar o actual impasse político e organizativo.

Para os membros que contestam a liderança, a decisão do Tribunal Constitucional deve ser cumprida, por se tratar de uma determinação judicial. A recusa em receber o acórdão, segundo Sumbula, demonstra uma posição de confronto com a decisão do órgão de justiça constitucional.

A polémica em torno da convocação do VI Congresso Ordinário aprofunda, assim, as divergências internas na FNLA. O grupo liderado por Augusto Sumbula pretende que o processo congressual avance, enquanto a liderança de Nimi-a-Nsimbi é acusada de não reconhecer a decisão judicial nos termos apresentados.

O caso poderá agora assumir novos contornos, sobretudo se persistir a recusa da direcção do partido em dar cumprimento ao acórdão do Tribunal Constitucional.

A realização do VI Congresso Ordinário é vista pelos sectores descontentes como uma oportunidade para reorganizar a estrutura partidária, clarificar a liderança e procurar encerrar um período marcado por disputas internas.

Até ao momento, as acusações apresentadas por Augusto Sumbula representam a versão do grupo que contesta a actual liderança. A posição de Nimi-a-Nsimbi e da direcção da FNLA sobre as acusações deverá ser conhecida para permitir um contraditório completo sobre o caso.

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