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Sexta, 20 Março 2026 14:00

“João Lourenço lança desafio ao novo PGR: ‘fazer mais e melhor’ na guerra contra a corrupção”

O Chefe de Estado angolano, João Lourenço, conferiu posse, esta sexta-feira, em Luanda, ao novo Procurador-Geral da República, Pedro Mendes de Carvalho, exortando o magistrado a “fazer mais e melhor do que o seu antecessor” no combate à corrupção no país.

Durante a cerimónia, o Presidente enalteceu o trabalho desenvolvido pelo procurador cessante, Hélder Pitta Grós, destacando o papel desempenhado na abordagem de um tema que considerou ter sido, durante muito tempo, um “tabu” em Angola.

João Lourenço afirmou que durante o mandato de Hélder Pitta Grós a Procuradoria-Geral da República ganhou maior visibilidade, sobretudo no domínio do combate à corrupção, com registo de avanços relevantes, entre os quais a recuperação de activos no país e no exterior.

O Titular do Poder Executivo manifestou a expectativa de que o novo Procurador-Geral da República assegure a continuidade do trabalho realizado e reforce os resultados alcançados.

“Esperamos que faça mais e melhor do que o seu antecessor”, afirmou.

Na cerimónia, o estadista angolano felicitou Hélder Pitta Grós pelo empenho demonstrado ao longo do mandato e desejou êxitos a Pedro Mendes de Carvalho no exercício das novas funções.

O magistrado Pedro Mendes de Carvalho, com percurso consolidado no sistema judicial angolano, é reconhecido pela experiência no Ministério Público, onde exerceu diversas funções, com destaque para cargos de direcção e coordenação de processos judiciais de relevo.

Com a tomada de posse, passa a dirigir a acção penal, coordenar a investigação criminal e representar o Estado, atribuições que conferem à Procuradoria-Geral da República um papel determinante no funcionamento do Estado de direito em Angola.

A Procuradoria-Geral da República é o órgão responsável pela representação do Estado, defesa da legalidade democrática e exercício da acção penal no país, competindo-lhe investigar crimes, promover processos judiciais e coordenar a actividade de investigação criminal.

Entre as suas atribuições, constam igualmente o combate à corrupção e à criminalidade económico-financeira, bem como a protecção dos interesses do Estado e dos cidadãos, no quadro do reforço do Estado de direito.

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