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Domingo, 25 Fevereiro 2024 16:13

O ônus sobre a culpa do estado da degradação política e social é do presidente do MPLA

O presidente do MPLA João Lourenço, não pôde de maneira nenhuma demarcar-se do passivo das políticas públicas do MPLA nos 48 anos de poder. Essa realidade é reflexiva em quase toda militância residente na Angola profunda. É nesse segmento populacional onde se vislumbra a olhos nus a verdadeira fome e miséria instalada nos 8 anos de poder Lourencista.

É de todo inaceitável que ele queira apenas usufruir do bônus e eximir-se da responsabilidade colectiva do ônus de que resultaram os 48 anos da ditadura totalitária!

Está mais do que claro, que os últimos 8 anos de governação do MPLA foram os piores de todos que os angolanos já viveram. João Lourenço não tem como escapar da responsabilização dos anos da sua governação catastrófica.

Foi o presidente João Lourenço quem colocou a nossa angolanidade de tanga, as constantes as perseguições e ardilosas admoestações foram e continuam a ser a marca da governação edílica do MPLA.

Foi no decorrer do mandato de João Lourenço, que se multiplicaram as perseguições e a corrupção atingiu níveis inimagináveis, a vida dos angolanos piorou, ou seja, está num estado permanente de degradação deplorável.

Para piorar ainda mais o quadro real do país, assistisse o presidente a utilizar a justiça para praticar Lawfere, isso é uma realidade factual inegável.

João Lourenço, além do uso e abuso do poder indiscriminado, ele não se monstra capaz de amar e respeitar o povo. Ele prefere ser conhecido como promotor do turismo da terra batida enlameada, das ravinas e do asfalto esburacado.

O presidente do MPLA é mal formado, rancoroso e não está talhado para exercer o cargo de presidente da república, além de ser igualmente uma pessoa amarga e cheia de ódio.

É ele que manda na justiça e no parlamento, instituições que era suposto serem independentes e soberanas no seu agir. Ele esquematiza e ordena exaustivas perseguições aos filhos do ex presidente José Eduardo dos Santos, aos ativistas e a toda intelectualidade, que não se revê nos seus posicionamentos.

Não é aceitável nem permissível, que uma empresária com as qualidades da engenheira Isabel dos Santos, seja perseguida apenas por ser filha do ex presidente José Eduardo dos Santos!

É uma tremenda irresponsabilidade do chefe do executivo perseguir uma mulher linda, um quadro ativo excelente, com a qualidade e a dinâmica empreendedora que engenheira possui, seja impedida de participar do engrandecimento do país econômico, que ela ajudou a construir. Isso é lastimável.

O angolano está farto dessa triste encenação de perseguir a família do ex presidente, essa atitude já roça o ridículo. A persistente perseguição a engenheira Isabel dos Santos, tornou-se um espetáculo circense de índole macabra, que se faz necessário e urgente combater.

A persistente perseguição a dra Tchizé dos Santos, ao dr Filomeno dos Santos e ao dr William Toné e o líder da UNITA engenheiro Adalberto Costa Júnior, para citar apenas algumas figuras, mostra que o regime segue a velocidade da luz, rumo ao precipício obscuro da perdição.

O presidente do MPLA começa a dar mostras de instabilidade emocional, mostra igualmente, que ele nutre um insofismável ódio de estimação por aqueles que não se ajoelham nem rezam da sua cartilha. Isso é motivo para que o país inteligente comece desde já a enfrentar João Lourenço com urgência.

O presidente João Lourenço, além de ser evasivo e esquivo permanente nos assuntos nucleares que o país precisa de enfrentar como as (AUTARQUIAS), ainda se arroga em tratar a sociedade civil inteligente como retardados e idiotas uteis.

Quem no seu perfeito juízo trocaria a realização das AUTARQUIAS pela folclórica divisão administrativa? Cujo único benefício é apenas do interesse pessoal do inquilino da cidade alta, que tudo tem feito para permanecer no poder após 2027. Isso é de todo incabível.

Fugir da responsabilidade do passivo coletados do passado do partido que ele serviu na super estrutura antes e depois de 2017 a esta data, é o mesmo que afirmar nunca ter sido secretário geral nem vice-presidente do MPLA, idêntico seria negar que nunca foi primeiro vice-presidente da assembleia nacional.

Agir dessa forma seria o mesmo que fazer uma fuga para frente, e ou cuspir na letra da assinatura de quem o nomeou no cargo de ministro da defesa, que aliás, aí surgiu a indicação do ex-presidente José Eduardo dos Santos, que o tornou cabeça de lista do MPLA as eleições de 2016 e 2022!

Camarada João Lourenço, tenha em atenção que está a ser observado a 8 anos com elevada relevância por toda militância do MPLA que no passado aderiu e permanece no partido a mais tempo que o senhor.

Não aponte culpados para justificar o desaire das suas políticas econômicas, assuma as responsabilidades dos seus erros, ninguém o obrigou a governar o país na companhia de bandidos corruptos e bajuladores incompetentes.

A saída mais airosa seria o presidente pedir perdão pelos assassinatos e desordem social criadas pelas secretas e polícia nacional, daí se desejar ardentemente encontrar um denominador sensato para o país, peça para sair. O povo agradece, ou então nos encontraremos em 2027.

A situação é calamitosa e tem como único culpado o presidente João Lourenço.

O governo nada mais é do que uma máfia instalada, sem qualquer propósito de ajudar a melhorar a vida dos cidadãos.

É grotesco constatar, que Angola, é governada deliberadamente por um bando de corruptos, que se negam ser avaliados e acompanhado de perto pelos cidadãos. Nem mesmo aos deputados lhes é permitido fiscalizar o executivo, e tudo isso tem a cobertura protetiva do TC tribunal constitucional.

Esse estado de coisas ajuda a alimentar a gula de empresários internacionais de ocasião, que as pressas se deslocam ao país com a ânsia de roubar as riquezas de um povo que vive miseravelmente empobrecido.

Além disso, para melhor se conhecer o estado da nação entre aspas, a casa de segurança do presidente da república, o (CNE) comissão Nacional de eleições, o (TC) tribunal constitucional, juntos construíram uma esquemática fraude eleitoral controlada a medida para o partido de regime vencer as eleições

Foi essa a maneira criminosa que o MPLA encontrou, para colocar João Lourenço na presidência da república.

O saqueador em Angola se chama MPLA, essa (ORCRIM) organização criminosa que se apresenta como partido, é larapia, no seu interior se instalou um antro de ladroagem e corrupção desenfreada.

Por exemplo, a Gefi, é uma holding criada a imagem do MPLA com fundos financeiros públicos, na sua constelação infraestruturais adquiridas ilegitimamente, fazem parte o banco sol, minas de diamantes na Lunda Norte e Sul, o hotel presidente dentre outras empresas outrora pertencentes ao tesouro nacional.

Além disso, todas propriedades de importância relevante construídas pelos portugueses durante os 500 anos de colonização, foram todas adquiridas irregularmente pelo partido estado e daí transformadas em sedes políticas do MPLA, em toda extensão do território nacional.

No entanto, o tesouro nacional não obteve nenhum benefício financeiro. O aparelho do estado e o MPLA se confundem, dá a impressão de existir uma fusão empresarial entre o estado angolano e o MPLA.

As receitas adquiridas pelo estado, que supostamente deveriam servir para garantir o bem estar dos angolanos, têm sido sistematicamente desviadas para contas de membros da nomenclatura, para paraísos fiscais no exterior do país.

Outra questão não menos desconfortante, é a utilização da fome como instrumento político em época de eleições. Quando as eleições se aproximam, o partido no poder faz aparecer não passe de ilusão milagrosa muita comida, bebidas, dinheiro a lá gardé e tudo o que não se vê fora do período eleitoral.

Nessas alturas todos os esforços são feitos para roubar as eleições e assim manter o poder pelo poder. É facto, que o MPLA nunca precisou da população para se manter no poder.

O angolano já percebeu a muito, que o partido no poder, os utiliza apenas como matéria diversionista para legitimar o seu despudorado apego pelo poder.

A memória dos dirigentes do partido estado é deveras curta, eles se recusam aprender com as lições observadas recentemente em África, onde líderes egocêntricos foram depostos por razões menos gravosas das praticadas pelo partido de regime em Angola.

Desde 1992, o povo é soberano apenas no acto de votar, logo após depositar do voto, o soberano é descartado e devolvido ao seu status anterior de escravo.

Essa é a razão que faz com que o líder do MPLA claudique da responsabilidade de governar com isenção, altruísmo, humildade, voluntarismo e saber democrático.

Angola não tem presidente da república, o que existe no interior da instituição presidência da república, é um pobre político imaturo, que se exibe como predador feroz dos direitos sociais cívicos e da social cidadania.

Há três semanas, o líder do MPLA teve um epifania, que o projetou para o aterro podre do obscurantismo delirante.

Assim, encomendou ao oraculo das secret services, que preparassem e apresentassem no plenário da assembleia nacional, um estranho pacote de lei de segurança nacional.

Essa estratégia da imposição da lei da rolha, ou seja, lei do (CALA BOCA) é parte de um projecto alargado definido pela casa de segurança do presidente da república e das secretas, que visa tão só avivar o propósito de um hipotético terceiro mandato desejado pelo o impopular ditador.

A essência de tal lei, transporta-nos para os idos de 1975 - 1977 a 1992, tempos áureos do partido único em que o MPLA-PT reinava só, impondo a violência, prisões arbitrarias e assassinatos indiscriminados como forma das elites do regime comunista de então se manterem no poder.

Os autores que tutelaram no passado o epitáfio da violência sanguinária e da morte gratuita, não sentiram tais violências, porque de encontravam ocupados a gerenciar os assassinatos em 1977 a 1992, esses autores das carnificinas ainda se encontram em lugares chaves do regime actual.

É bom que esses facínoras e artífices assassinos caras pálidas, ao serviço do sistema ditatorial se lembrem com exatidão, que milhões da população outrora escravizada, hoje preferirão tombar lutando, a voltar a ser escravos dos mesmos senhores de outrora.

Ninguém vai aceitar como no passado, morrer como carneiros. Tenham juízo e comecem a preparar a transição política para dirimir eventuais conflitos desnecessários.

Pois, o MPLA de João Lourenço, nada mais tem a oferecer ao país, menos ainda ao povo sofrido.

Estamos Juntos

Por Raúl Diniz

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