Terça, 24 de Novembro de 2020
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Sexta, 30 Outubro 2020 09:23

Quando o povo acordar os governantes angolanos não terão mais sono

Os recentes acontecimentos que tiveram por palco a cidade capital, mostram de forma translúcida que o País arrostará um novo conflito civil em breve, onde o povo em geral sairá às ruas para exigir mudanças reais no País, face às péssimas condições de vida que o povo angolano vive, e o Estado colocará o seu corpo armado às ruas gerando um clima de instabilidade social inevitável.

A fazer fé do espírito de intolerância política que se vive em Angola, estão os recentes factos, onde nota – se o desaparecimento físico de mais de 300 cidadãos que participaram na recente manifestação, centenas de indivíduos foram brutalmente espancados pela Polícia Nacional, dentre os quais, dois foram mortalmente baleados pela Polícia Nacional, e, mais de 100 cidadãos foram presos pelo mesmo organismo de injúria mecânica. É o cúme da ditadura semeada por JLO onde fez desaparecer fisicamente mais de 300 indivíduos, tendo baleado mortalmente dois cidadãos desarmados.

JLO está a mostrar a sua verdadeira face marcada pela violência de índole militar e excessiva arrogância política, facto este que, desenvolverá um clima de instabilidade social e política no porvir. Todavia, não se pode ignorar o sobrevir de uma nova guerra civil onde o alvo fundamental seja o povo angolano, no seu todo. JLO fez cair a sua verdadeira máscara, e, mostrou na verdade aquilo que ele sempre foi: “um verdadeiro ditador”. O desaparecimento físico de mais de 300 cidadãos que levantaram as suas vozes na tentativa de uma mudança radical no actual paradigma de vida no País, mostra o excessivo nível de ditadura semeada por JLO em Angola.

Se novamente desenterro essa problemática é porque afinal quero acreditar que Angola dentro de pouco tempo deixará de ser um País de paz, para transformar – se numa nova Líbia, num novo Egipto, numa nova Tunísia, ou mesmo numa nova Síria, onde milhares de angolanos sairão às ruas ousando protestar os seus direitos, a melhoria da qualidade de vida dos angolanos, e o Estado em contrapartida, tornar – se – á num verdadeiro animal, será dotado de toda força para aniquilar brutalmente os indivíduos que expressarem as suas vozes nas ruas.

Porém, tal, não parará as vozes dos que gritarão chamando ao socorro de uma mudança real em Angola. JLO tornou – se excessivamente mentiroso, cujo teor de sua governação passou a desenvolver – se à luz de mentiras cozidas sem sal, e sem nenhum gosto para as degustar, pintando os seus discursos de promessas que estão longe de serem efectivas.

Em virtude da sua excessiva mentira gerará um estado de conflito contra o povo mentido por JLO. Este estado de conflito desembocará para a marcha inevitável de variadas manifestações de índole nacional, mas a voz da ordem será a bala de JLO que a ninguém saberá perdoar, gerando uma nova guerra em Angola.

O regime dirigido por JLO não está preparado para continuar a governar o País, em virtude de não apresentar nenhum plano credível que seja capaz de resolver a imensidão de problemas que assolam o País, aliás, o regime angolano dirigido por JLO, em vez de dar solução aos mais diversificados problemas que ataram a nação na penumbra da desgraça e do sofrimento, apenas viciou – se em dizer mentiras, e, aumentar ainda mais o número de problemas, tendo agravado todas as condições sócio – económicas do povo angolano.

Essa (des)governação imposta por JLO irá causar um elevado nível de descontentamento social nos círculos populares, tendo como único recurso de reversão de tal desiderato a realização de manifestações sistemáticas. Porém, tal fenómeno, será respondido com uma força canibal dirigida pelas duas mãos de JLO, onde a violência armada passa a tomar conta de todos os factos. Não obstante, o povo angolano, persistirá como persistiu no ataque da Baixa de Cassange.

O povo não irá parar até encontrar uma real mudança em Angola, quando o povo acordar, os governantes não dormem. O povo irá às ruas com a necessidade de encontrar uma verdadeira mudança no plano nacional, no contexto do curso natural das coisas.

Quando JLO tarda em ter um gesto patriótico de resolver os problemas que circundam o povo angolano, exclamando mentiras totalmente expiradas nos seus discursos de “Estado da Nação”, fartos de astúcias enganosas, e cheios de ideologias maquiavélicas, a República tornar – se – á numa Pátria de impostores onde a mentira se torne na única forma de materializar o sonho do pacato cidadão, destratando o povo como se tratasse de uma verdadeira vingança contra o povo angolano que nada de mal terá realizado contra o regime angolano.

O povo permanece desterrado da atenção do governo angolano. O governo de JLO não perdoa o povo angolano, em vez de dá – lo o melhor, tem – se viciado em dar inferno gratuito ao povo angolano. O povo tem merecido a pior governação por parte do regime angolano desde que Angola se tornou num País livre do colonialismo português. Se crucifica o povo angolano como se este tivesse sido infiel no cumprimento de alguma orientação de natureza superior. A polícia ao fazer desaparecer mais de 300 manifestante e fuzilar dois dos manifestantes dá prova viva que, o regime de JLO não se encontra capacitado para levar à bom porto o povo angolano no seu todo.

A morte bárbara de dois manifestantes e o desaparecimento físico de mais de 300 manifestantes são uma prova viva de que o País enfrentará em breve uma nova guerra civil onde o principal inimigo será o povo angolano. Na verdade tratar – se – á de uma luta entre o regime de JLO e o povo angolano, JLO terá o seu poder entregue às ruas, e será nas ruas onde buscará formas de subsistência do poder como aconteceu no Egipto, na Tunísia, na Líbia, na Argélia e na Síria.

O que se está a fazer contra os manifestantes é um verdadeiro crime contra a humanidade, idêntico aos crimes praticados por Mussolini, Stalin, Hitler, Agostinho Neto, Jonas Savimbi, Pinochet, Napoleão, etc, etc… Não se pode submeter – se à um clima excessivamente desumano alguém que terá acorrido às ruas como forma de reivindicar um direito constitucional consagrado pelo mesmo Estado que passou de protector para agressor. Por isso, o futuro que espera o País será de uma nova guerra onde o povo tornar – se – á no inimigo fundamental do navio que tem por capitão JLO.

Fica – se naturalmente estupefato de ver JLO a denegrir totalmente o povo angolano ao ponto de comprometer – se mais com a mentira que com os reais problemas passado pelo povo. JLO está de forma enorme a tornar desumana a vida do povo angolano, onde o maior recurso de subsistência para muitos cidadãos é o lixo. Com a morte canibal dos manifestantes e desaparecimento dos mesmos, prova – se de forma clara que, todos os direitos do povo angolano foram absolutamente recusados, até o direito de ousarem em clamor a mudança do actual curso de coisas evidente em Angola. Porém, a resposta à esse drama desumano será, na verdade, o aumento de um clima de total instabilidade social, onde as ruas transformar – se – ão num novo tribunal para julgar o clima político excessivamente desastroso imposto por JLO.

Assombrosa esta tentativa de denegrir de forma radical os reais problemas vividos pelo povo angolano. Já os criminosos nasis que prestaram serviços em campos de concentração se portaram da mesma maneira, até ao fim, protestarem a sua inocência diante dos tribunais que o julgaram: “Tudo o que se disse agora é uma grande mentira” respondeu um dos acusados que trabalhou em Auschwitz”.

Ou seja, pelos vistos não cabem responsabilidades à ninguém pelo desaparecimento físico de mais de trezentos manifestantes e pelo fuzilamento público de dois cidadãos manifestantes, nem ao Presidente da República (o primeiro responsável directo), nem aos mais altos círculos do aparelho partidário, nem as figuras do topo da Polícia Nacional. Dir – se – á que JLO tem razão no assassinato que ordenou aos manifestantes e no desaparecimento físico de mais de trezentas pessoas que ousaram em manifestação pública, aliás, todos os ditadores parecem terem sempre razão, tal o terror que deles emana.

De acordo com os bajuladores do actual regime, o Chefe (JLO), perante tantas provas irrefutáveis, ou factos consumados de desaparecimento físico de manifestantes e de fusilamento de dois cidadãos, afinal não fez mais do que cumprir um dever patriótico com o povo angolano. Este louvor do novo regime à figura de JLO faz lembrar o que Plutarco conta sobre o comportamento dos bajuladores na Sicília do ditador Dionísio, o “Velho”, que qualificavam a crueldade do rei de equidade. Só faltaria, em resumo, a estes apóstolos da repressão imposta por JLO dizer o que disse um carrasco nazi no banco dos réus:

O problema de justiça ou injustiça não existe mais. Só interessava aquilo que poderia ser útil no momento. Só os nossos donos podiam dar – se ao luxo de ter caprichos, sentir piedade e emoção, fazer planos para o futuro.

Tal é o terror imposto por JLO contra os manifestantes, assemelhando – se ao de Hitler contra os judeus. Não há nenhum peso de humanismo no trato que tem sido servido aos jovens que nas ruas procuram impor o resgate de uma Angola que se perdeu na sombra do esquecimento governamental.

Por João Henrique Hungulo

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