Quinta, 03 de Dezembro de 2020
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Domingo, 18 Outubro 2020 15:48

“Memórias amnésicas”: a nação que se esqueceu que o seu presidente é um estrangeiro

O artigo toma como base empírica, a profunda “amnésia”, que povoa a Nação angolana, ao se auto – enganar de estar à ser governada por um nato de Angola.

A nação está totalmente esquecida, e, já não se recorda que JLO entrou em Angola como um soldado catanguês, em 1973/1974, sob ordem de Patrick Lumumba para prestar ajuda militar à Agostinho Neto na luta contra o colonialismo português, após a queda do regime belga no Congo Democrático. Como tal, JLO, foi recebida em primeira instância, na base militar do Nambuangongo, dali, partiu para a região de Cabinda, na conjuntura dos demais soldados catangueses, tendo entrado pela via Ponta Negra em Agosto de 1974 no CIR Kalunga.

Como tal, na altura, JLO tinha apenas a quarta classe colonial, desde ali, nunca mais chegou de voltar à estudar, excepto quando foi enviado à Rússia, onde dois anos depois, ter – se – à mostrado ao País munido de um certificado de mestrado em história militar. Como é possível, em dois anos apenas, alguém que tenha apenas a quarta classe colonial concluída, passar para licenciado em história, e, concomitantemente mestre em história militar? Sem sequer ter o ensino médio concluído?

Somente um milagre soube exaltar tal feito prodigioso que somente sobrevém em Angola, onde um indivíduo que nem sequer terminou o ensino secundário, torna – se mestre em história militar, do dia para noite, é coisa para dizer, em Angola tudo é possível acontecer, até um milagre, mais raro na natureza, cá acontece (…), basta ter fé e foco.

Se, um zairense (catangues) fez – se (hoje) Presidente da República, não se duvidaria que alguém que terá terminado a quarta classe do tempo colonial, se transforme hoje, num mestre em história militar, em apenas dois anos de estudo. JLO é um génio ao nível de Einstein, de Faraday, de Aristóteles, de Galilei – Galileu, que não precisou fazer, nem ensino secundário, nem ensino médio, nem licenciatura para ser mestre, porque desde que nasceu já estava dotado desses diplomas todos, faltando – o apenas o mestrado em história militar.

JLO saiu da primária ao mestrado em história militar (terminou a quarta classe faltou – lhe a quinta, sexta, sétima, oitava, o ensino médio completo e a licenciatura) (…), somente um génio à dimensão de Nicolau Copérnico, Charles Darwin, Alfred Wegener, Hedwin Hubble, Leonardo da Vinci, Johanes Kepler, Albert Einstein, Linus Pauling, etc, tem a grandeza cognitiva para fazer o que ele fez em apenas dois anos de formação na Academia Superior Lénine, na Rússia. Resumindo e concluindo, JLO torna – se num dos maiores génios da história, por ter concluído o mestrado, sem passar pelo ensino secundário, pelo ensino médio e pela licenciatura.

O Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, não é angolano, é um verdadeiro estrangeiro que terá entrado em Angola como um soldado catangues (ex – mercenário congolense), não chegou de nascer em Benguela como as mentiras esculpidas pelo regime têm o poder de pairar ao ar livre e contagiar o ar que todos respiramos.

Ao analisar-se a actual conjuntura política que o País vive, observa – se logo, a existência de uma possível conexão com uma certa “memória amnésica nacional” que corrompeu o futuro do País ao colocar – se ao dispor da vontade de um estrangeiro, tendo valorizado esse mesmo estrangeiro, e, o transformado no homem mais valioso do País, tornado Presidente da República de Angola após a queda do regime eduardista que dirigiu o destino do País ao longo de 38 anos, através de um pseudo – golpe político que ocorreu no âmago do próprio regime angolano dirigido por JES, tendo o líder (catangues) se transformado na similitude dos maiores tiranos da história como:

 I-      Benito Mussolini,

II-      Adolf Hitler,

III-     Napoleão Bonaparte,

IV-     Stalin,

V-      Augusto Pinochet,

VI-     Saddam Hussein,

VII-    Mao Tsé-Tung,

VIII-   Nicolás Maduro,

IX-     Francisco Franco, etc.

Não se percebe até então, como a República exprimiu tanto ódio do seu próprio destino ao ponto de fechar os dois olhos, e dar o termómetro do País à quem podesse colocá – o aos cem graus centígrado. O País, chegou de falhar na hora mais importante da sua história, e do seu futuro, na hora decisiva da sua própria existência, tendo – se colocado ao dispor do poder de um (catangues). São coisas que ninguém sabe achar resposta capaz de reflectir como as lideranças angolanas falham de forma sequenciada na hora mais nobre da decisão sobre “os porquês” do destino do País. A saída de JES do poder, arremessou a vinda de um congolense ao poder, consigo carregou – se todo ódio, toda tirania, toda vingança, para exprimir – se ao longo do seu consulado, tendo – se chafurdado na tentativa de imortalizar – se no poder à esfera de Stalin que somente a morte o conseguiu salvar da sua própria deriva.

João Lourenço, que nunca foi angolano, dizem (agora) ser natural do Lobito, mas não sabe expressar nenhuma frase em “umbundo”, mesmo tendo nascido ao 5 de março de 1954, Lourenço somente sabe falar português, swaily, francês, lingala e russo, como é possível um benguelense que nasceu na era colonial, no Lobito não saber falar “umbundo”, sabe apenas falar línguas do Congo Democrático? Será que no Lobito, na era colonial, a língua mais falada era lingala, swaily e francês?

O seu pai, Sequeira João Lourenço, natural de Malanje, como diz o mundo mentideiro, não tem nenhum parente em Malanje, nem primos (as), tios (as), sobrinhos (as), compadres, irmãos (ãs), não há sinal de vida familiar de Sequeira João Lourenço, em Malanje, o que a história reza, é que, Sequeira João Lourenço, mesmo sendo acusado de ser malanjino não sabia dizer nada, absolutamente nada, em “quimbundo”, nem sequer saudar em “quimbundo” sabia, o pai de JLO sabia é falar lingala, francês e swaily, até português expressava com enormes dificuldades.

Josefa Gonçalves Cipriano Lourenço, perdeu – se numa naturalidade que nunca dela foi, aliás, nem mesmo JLO acredita na excessiva falsidade criada em torno de sua mãe. A província de Namibe apesar de ser acusada (falsamente) de ser o local onde a sua mãe nasceu, tem merecido o desdém mais fatídico por parte de JLO, Lourenço não gosta que as pessoas toquem na questão Namibe porque sabe que de Namibe não encontra nenhum sinal de relação matrial, aliás, é o cúmulo da mentira acusar que a sua mãe nasceu no Namibe. Neste âmbito, é líquido concluirmos que nem mesmo os pais de JLO merecem a honra nacional, porque são congoleses, assim, não poderia ser o descendente que jamais fora angolano, aliás, é um mercenário catangues contratado por Agostinho Neto para fazer face ao imperialismo português na companhia dos demais jovens militares de Katanga (RDC).

A saída de JES, foi das piores tragédias de sucessão que Angola já teve. Eu sou umbundo”, dizia Lourenço, numa entrevista em portugal, um umbundo, que se assume, jamais expressaria tanto desdém à sua própria tribo, ao ponto de colocar sob o topo do desprezo todos os sulanos. No Partido, onde João Lourenço é o factor decisivo da marcha dos acontecimentos, sulanos foram lançados no abismo, o único sulano que ocupava cargo de elite (Álvaro da Boavida Neto) não foi poupado da expulsão, pelo líder divino. O MPLA passou à ter total domínio do norte, sem nenhum sinal de existência do sul, no seio grupal, é a vaidade do regionalismo mais desprezível que se nota: todos que assumem os papéis chaves, quer no Partido, como no Governo, são do norte, e o próprio Presidente da República é zairense. 

A saída de JES; não deveria ser sucedida pela vinda de um zairense ao poder, deveria suceder – se pela vinda de um líder patriota, pela vinda de um líder que optasse pela resolução dos problemas do povo. Um líder que viesse quer unir a sua própria organização política, como dar um destino salutar ao País, mas a ironia, ter – se – à apoderado pela cabeça de quem decidiu o destino do futuro, dando à sua sorte a chegada de um zairense ao poder, que maltrata os quatro sentidos da nação com a anarquia mais funesta do aparelho do Estado.

José Eduardo dos Santos, que se esforçou demasiadamente para ter João Lourenço (ex – mercenário catangues) como seu substituto, tomou o arrependimento mais subido de todos os tempos, por perceber de forma tardia que esse era a pior escolha de sua substituição, mas a impossibilidade de reverter o quadro permitiu exilar – se na Espanha, de forma permanente, face a perseguição sem tréguas do seu clã.

A substituição de JES foi na verdade a empreitada de maior fôlego nacional, a hora da abjecção progressiva do próprio MPLA, prevendo – se um fim irreversível do MPLA, com inversão do ritmo, uma perda abrupta da popularidade do MPLA. O fenómeno em si, guarda analogia com que ocorreu na Holanda do século XVII após a perda repentina de Angola, São Tomé, Pernambuco e outras praças do Brasil. Chefes militares, conselheiros de finanças, feitores mores e governadores, que em terras africanas e brasileiras, se haviam coberto de glória, subitamente, após a derrocada, desapareceram do mapa nacional, foram retirados dos livros, suas estátuas foram quebradas, saíram da correspondência da Companhia das Índias Ocidentais (…) para ocultar – se nos nevoeiros cinzentos das terras baixas e frias do Mar do Norte, sem deixar nenhum rasto. Neste mesmo âmbito, por três curtos anos de governação, o nome de JES sofre de forma continuada a tentativa de ser apagado na memória da história do País, os seus feitos, vivem enlutados pelo desdém mais temido da história.

Por João Henrique Hungulo

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