“Temos um presidente disposto a dar um tiro em qualquer um e a entrar numa guerra quando nem sequer há ameaças, quando não há um plano previsto e não há alvos nucleares… Isso é fascismo, temos de o chamar pelo nome”, disse Walz durante o encerramento da Mobilização Progressista Global, uma reunião que está a juntar vários líderes da esquerda mundial em Barcelona.
Durante a sua intervenção neste fórum progressista de Barcelona, Walz apelou à resistência e à apresentação de “alternativas credíveis” para os cidadãos, considerando que “o autoritarismo não é simplesmente um problema dos Estados Unidos, mas de todo o mundo”, de acordo com a agência espanhola de notícias, a Efe.
Ainda assim, destacou os “sinais muito positivos que se opõem a estas ideologias”, exemplificando com os líderes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e afirmou que o que aconteceu nas eleições na Hungria, com a derrota de Viktor Orbán, é um sinal de esperança.
“Se queremos sair desta confusão, temos de fazer muito mais do que resistir a todas estas coisas terríveis que Donald Trump e ditadores semelhantes fazem; nós, os progressistas, temos a responsabilidade perante os nossos cidadãos de apresentar uma ideia muito clara do que faremos quando estivermos no poder, de lhes dar uma alternativa credível ao que estamos a ver em todo o mundo”, sublinhou.
No encontro que reuniu vários chefes de Estado, a antiga primeira dama dos Estados Hillary Clinton enviou uma mensagem de apoio aos líderes progressistas, afirmando: “O vosso compromisso e a vossa dedicação são mais importantes do que nunca; continuemos a defender a liberdade, a justiça, a igualdade e uma ideia muito simples, mas muito poderosa: juntos podemos construir um futuro melhor”.
O trabalho dos líderes progressistas reunidos em Barcelona, acrescentou, “faz parte desse movimento mundial em defesa da verdade acima da desinformação e das notícias falsas, dos direitos acima da opressão e da esperança acima do medo”.
Vários líderes da esquerda mundial estão a reunir-se hoje em Barcelona para coordenar ações e partilhar experiências num momento de avanço da direita e da extrema-direita a nível global.
Entre os nomes presentes estão o primeiro-ministro espanhol e atual presidente da Internacional Socialista, Pedro Sánchez, o Presidente do Brasil, Lula da Silva, e o Presidente da Colômbia, Gustavo Petro.

