O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que a operação tem como objetivo “eliminar ameaças” provenientes do regime iraniano. O primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu reforçou o discurso, afirmando que o “regime assassino” de Teerã “não deve, em hipótese alguma, possuir armas nucleares”.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump anunciou que uma “grande operação militar” havia sido iniciada, com o propósito de proteger o povo americano e neutralizar “ameaças iminentes” atribuídas ao governo iraniano. Segundo ele, a ação busca destruir estruturas de fabricação de mísseis e enfraquecer a Marinha iraniana.
Trump também enviou uma mensagem direta ao povo do Irã, dizendo que a “liberdade está próxima” e pedindo que os cidadãos “tomem o controle do governo”. Em uma declaração dirigida à Guarda Revolucionária Islâmica, o presidente pediu que seus membros depusessem as armas, prometendo imunidade — ou, nas suas palavras, “morte certa” aos que resistirem.
Contra-ataque iraniano e clima de tensão em Israel
Em resposta ao ataque, forças iranianas lançaram mísseis contra Israel, que imediatamente fechou seu espaço aéreo e declarou estado de emergência. Sirenes de alerta soaram no norte do país, embora, até o momento, não haja relatos de danos. Por precaução, escolas e prédios públicos em Jerusalém permanecerão fechados até a tarde de segunda-feira.
No Irã, as autoridades suspenderam o tráfego aéreo, enquanto serviços de telefonia e internet apresentam falhas severas, segundo jornalistas presentes no país.
A imprensa estatal informou que o presidente Masoud Pezeshkian está em segurança. Já a agência semi‑oficial Tasnim relatou que sete mísseis caíram próximo ao palácio presidencial e à residência do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei. Um oficial ouvido pela Reuters afirmou que Khamenei não se encontrava em Teerã no momento do ataque e foi transferido para um local protegido.
Operação planejada com antecedência
Um oficial militar israelense afirmou que a campanha aérea estava sendo planejada há meses, em estreita coordenação com Washington. Os EUA deslocaram dois porta-aviões e grupos navais para o Oriente Médio com esse propósito.
A ofensiva ocorre justamente quando diplomatas de ambos os países se preparavam para retomar negociações sobre o programa nuclear iraniano. As conversas, previstas para segunda-feira, agora correm risco de cancelamento.
A embaixada americana no Catar ordenou o confinamento de seus funcionários, enquanto diversos países iniciaram a evacuação de diplomatas. O Reino Unido anunciou a retirada de seu corpo diplomático na sexta-feira (27), e a China recomendou que seus cidadãos deixem o país.
Em vídeo publicado de Washington, onde vive exilado, Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã, declarou confiança na queda da República Islâmica e disse esperar participar da reconstrução do país.
Países vizinhos, como Iraque e Kuwait, também fecharam seu espaço aéreo neste sábado por temor de que os ataques se ampliem para além das fronteiras do Irã.

