Angola 24 Horas - Quadros Nacionais Vs Quadros Estrangeiros: Contexto Angolano
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Quadros Nacionais Vs Quadros Estrangeiros: Contexto Angolano

Quadros Nacionais Vs Quadros Estrangeiros: Contexto Angolano

Um país não pode importar tudo ao ponto de importar até pessoal para trabalhar em Angola, enquanto temos Angolanos formados mas sem emprego. Temos que repensar essa mentalidade colonial de que o estrangeiro tem mais conhecimento do que o profissional Angolano.

Por Moises M. Antunes “ Wima the Poet”

Temos Angolanos formados no estrangeiro esses sim, devem ser aproveitados porque para além da formação obtida que é internacionalmente reconhecida, eles conhecem melhor a realidade Angolana e têm o coração de Angola (amam Angola de verdade porque é sua terra natal).

Nenhum país no mundo desenvolveu importanto “skills and Know-how” estrangeiro sem a transferência do mesmo (skills and know-how) aos nacionais). Portanto, Angola terá que velar bem nessa senda.

Importar tantos professores Cabo Verdianos para ensinar em Angola, enquanto tantos Professores Angolanos estão sem emprego ou passam mêses sem salários, é um erro de public policies (políticas públicas) e grande lástima!

Você sabia que o governo gasta mais em empregar um professor estrangeiro do que empregar um professor Angolano?

O governo Angolano para alêm do salário que terá que pagar para um Professor estrangeiro (Cabo-Verdiano), terá que custear o seguinte:

  1. Acomodação ou seja casa
  2. Subsídio alimentar
  3. Carro
  4. Flight tickets(Bilhetes de voo)

Portanto custa mais aos cofres do Estado empregar Professores estrangeiro do que Professores Angolanos locais.

O que se nota em Angola, é termos estrangeiros maioritariamente Directores e Gerentes e Angolanos em posições inferiores e limitados a ascender porque em Angola não há transferência de know-how em quase todas empresas. O estrageiro chefe monopoliza o conhecimento e não transfere o conhecimento aos seus colaboradores Angolanos porque tem medo de perder o emprego.

A política externa de um país deve no seu epicentro elevar o interesse nacional e não pôr em causa esse interesse nacional; a atração do investimento estrangeiro não deve ser feito em detrimento do interesse nacional.

Acredito que estamos perante a um desafio alarmante e isso requer que os diplomatas Angolanos saibam equilibrar o interesse nacional com o interesse estrangeiro no intuíto de atrair investimentos para o nosso país. Por outro lado, se o actual governo está mesmo sério em corrigir o que está bom, então esse é um male que deve ser corrigido com ações e não apenas com discursos.

Os Quadros Angolanos devem ser valorizados e quêm deve valorizar primeiro os Quadros Angolanos deve ser o governo Angolano e só assim o sector privado valorizará os Quadros Angolanos. Não se admite que hoje 2018 ainda me venham com desculpas que não há skills por parte dos Angolanos, por isso tem que se importar pessoal estrangeiro.

Solução:

  1. Alterar a Lei de Trabalho atual que praticamente concede direito à empresas de explorar e escravizar os trabalhadores Angolanos.
  2. Alterar a Lei de Investimento Privado para forçar uma práctica de transferência de conhecimento obrigatório aos locais perante os investidores estrangeiros.
  3. Refinar a nossa Foreign Policy (Política Externa) na atração do investimento estrangeiro sem abafar o interesse nacional e treinar os diplomatas Angolanos de como melhor balancear o interesse nacional com o interesse estrangeiro nas suas negociações bilaterais e multilaterais.
  4. O orçamento da Educação tem que passar a ser maior que o orçamento da Defesa, é uma premuta que o governo Angolano deve fazer. Não temos instabilidade política or instabilidade militar, temos sim uma instabilidade económica e social.

Vamos aprender com os nossos vizinhos; aqui na África do Sul primeiro é o Sul-Africano depois o estrangeiro e há regras para investimento, tem que empregar maioritariamente Sul-Africano e isso incluí em posições do topo.

Espero que haja vontade política para se engendrar essas mudanças necessárias para um desenvolvimento sustentável e isso passa pela valorização dos Quadros Angolanos tanto aqueles que se formaram no estrangeiro tal como aqueles que se formaram em Angola!

Defendo melhor atração do investimento estrangeiro sem abafar o interesse nacional.

Por: Moises M. Antunes “Wima the Poet”

Consultor Político e de Relações Internacionais & Diplomacia (Angola & África do Sul) Consultor Internacional de Inteligência de Mercado-SADC (Angola & África do Sul) Orador Motivacional |Tradutor Ajuramentado (Inglês e Português)

South Africa  

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