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RDCongo: UE aguarda resultados oficias e pede que se evitem "atos de violência"

RDCongo: UE aguarda resultados oficias e pede que se evitem "atos de violência"

A Comissão Europeia disse hoje estar a aguardar os resultados oficiais das eleições presidenciais na República Democrática do Congo, após os provisórios terem dado vitória ao candidato da oposição, Felix Tshisekedi, pedindo que se evitem "atos de violência".

Felix Tshisekedi foi declarado vencedor da eleição de 30 de dezembro, com 38,57% dos votos, à frente do líder da oposição Martin Fayulu (34,8%), que imediatamente contestou o resultado e denunciou um "golpe eleitoral".

Hoje, em conferência de imprensa, em Bruxelas, a porta-voz da Comissão Europeia para a Política Externa Maja Kocijancic indicou que Bruxelas está a "aguardar os resultados das missões de observação no terreno".

Ainda assim, Maja Kocijancic solicitou "a todos os atores políticos [no Congo] que se abstenham de qualquer tipo de violência de forma a permitir que o processo democrático continue".

Pouco antes das eleições, o representante da missão diplomática da União Europeia no país foi expulso devido às sanções aplicadas por desrespeito dos direitos humanos, num gesto visto como forma de retaliação.

Maja Kocijancic garantiu hoje que, apesar dessa situação, a missão da União Europeia no Congo continua a funcionar normalmente.

A comissão eleitoral da República Democrática do Congo (RDCongo) informou hoje que um dos candidatos da oposição, Felix Tshisekedi, venceu as eleições presidenciais.

Tshisekedi recebeu mais de sete milhões de votos, contra os mais de seis milhões arrecadados por outro candidato da oposição, Martin Fayulu, e por aquele apoiado pelo partido do Governo, Emmanuel Ramazani Shadary, que obteve mais de quatro milhões de votos.

Este resultado sem precedentes na RDCongo ainda pode ser contestado junto do Tribunal Constitucional, que tem a partir de agora 14 dias para validar a votação.

Neste momento permanecem dúvidas sobre a possibilidade de os resultados serem contestados por Martin Fayulu, que liderou as sondagens e advertiu contra uma possível fraude eleitoral.

O anúncio do sucessor do Presidente cessante Joseph Kabila, inicialmente previsto para domingo, surge na sequência de pressão internacional e num clima de suspeição entre a população, que temia uma manipulação dos resultados.

Um grupo de observadores locais, Symocel, afirmou ter testemunhado 52 irregularidades "graves" nos 101 centros de voto que analisou.

A União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS) já tinha afirmado que o seu candidato, Félix Tshisekedi, seria o "presumível" vencedor das presidenciais.

Estas eleições eram vistas por muitos como uma hipótese de a RDCongo ter uma primeira transição de poder pacífica desde a sua independência, em 1960.

As eleições de 30 de dezembro, com 21 candidatos presidenciais, não se realizaram em todo o território, uma vez que a comissão eleitoral decidiu adiar para 19 de março o ato eleitoral nas cidades de Beni, Butembo e Yumbi, devido à epidemia do Ébola e aos conflitos dos grupos armados.

Inicialmente previstas para 2016, estas eleições de 30 de dezembro tinham sido adiadas duas vezes.

O ainda Presidente Joseph Kabila governa desde 2001 um país rico em recursos naturais, mas marcado por crises políticas e por um conflito armado que causou milhões de deslocados.

A RDCongo é o maior Estado da África Central, com 81,3 milhões de habitantes (Banco Mundial, 2017), principalmente católicos.

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