Sábado, 08 de Agosto de 2020
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Terça, 07 Julho 2020 13:39

BNA gastou 30 milhões de dólares para produzir novas notas do kwanza

Novas notas do kwanza, cuja figura de realce é o primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto, entram em circulação a partir de 30 de julho.

Angola gastou cerca de 30 milhões de dólares (26 milhões de euros) na produção das novas notas do kwanza “Série 2020”, que entram em circulação a partir de 30 de julho, realizada por duas empresas europeias e uma norte-americana.

Segundo o vice-governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Tiago Dias, o processo de produção das cinco novas notas do kwanza, moeda angolana, envolveu empresas de renome internacional e que participaram de um concurso público “totalmente transparente”.

O responsável, que falava hoje aos jornalistas, em Luanda, no final da cerimónia oficial de lançamento da “nova família do kwanza”, afirmou que uma empresa norte-americana, uma alemã e uma russa foram os vencedores do concurso.

As novas notas do kwanza, cuja figura de realce é o primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto, entram em circulação de forma progressiva a partir de 30 de julho. A “Série 2020” contempla as notas de 200 kwanzas (0,3 euros), 500 kwanzas (0,75 euros), 1.000 kwanzas (1,5 euros), 2.000 kwanzas (3 euros) e a de 5.000 kwanzas (7,5 euros) feitas em material de polímero (plástico) e com “elementos de segurança inovadores”.

Para o vice-governador do banco central angolano, a durabilidade das novas notas com substrato polímero “é quatro vezes maior”, sobretudo com base na experiência recolhida em outras geografias.

“Uma vez que o polímero na realidade é plástico e o seu manuseio faz com que ela seja mais durável em relação à nota de papel”, realçou, sem, no entanto, referir quanto o BNA deverá poupar.

Questionado sobre as implicações do novo kwanza, sem o rosto do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos, em contexto da desvalorização da moeda, o responsável sublinhou que a temática da depreciação do kwanza não se aplica nesse domínio.

“A questão da desvalorização ou depreciação da moeda não se coloca com a entrada em circulação com a nova série kwanza, isso não tem alteração absoluta, porque tal como já referimos, periodicamente introduzimos notas novas”, respondeu à Lusa.

Tiago Dias esclareceu ainda que o BNA decidiu não incluir a denominação de 10.000 kwanzas (15 euros) na série 2020 porque “por enquanto não há razões que justifiquem que ela seja posta em circulação”.

É característica comum no reverso de todas as notas a insígnia da República, a diversidade geográfica e cultural de Angola, bem como um micro texto com a letra integral do Hino Nacional de Angola “Angola Avante”.

A “nova família do kwanza” vai conviver, simultaneamente, com as notas da série 2012 “até que o BNA entenda estarem reunidas condições para pôr fim ao seu curso legal”.

BNApromete que novo kwanza não vai causar inflação

O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José Massano, assegurou hoje que a entrada em circulação das novas notas do kwanza, a partir de 30 de julho, "não trará impacto negativo na formação de preços" dos produtos.

O responsável que falava hoje na abertura da cerimónia oficial de apresentação das cinco novas notas do kwanza "Série 2020" disse que "não há motivos para receios", porque que a introdução de novas notas na economia não é um processo novo.

"Em 2013, quando entraram as notas que atualmente circulam não se assistiu à qualquer impacto negativo sobre a formação de preços, nem tivemos incidentes com rejeição ou perda de valores das notas que já se encontravam em circulação, com essas notas do kwanza o percurso não será diferente", garantiu.

O BNA apresentou hoje as cinco novas notas de kwanza, moeda nacional, cujo destaque na imagem central a efígie do primeiro Presidente angolano, António Agostinho Neto, com a imagem de José Eduardo dos Santos, segundo Presidente do país, de fora.

As novas notas de 200 kwanzas (0,3 euros), 500 kwanzas (0,75 euros), 1.000 kwanzas (1,5 euros), 2.000 kwanzas (3 euros) e de 5.000 kwanzas (7,5 euros) entram de circulação no mercado de forma faseada até janeiro de 2021.

Segundo José Massano, as novas notas do kwanza, "inspiradas na grandeza da Angola independente em paisagens de beleza única", contêm elementos da "nossa identidade cultural" e de segurança, modernidade e durabilidade.

As notas de 200 kwanzas a 2.000 kwanzas feitas de substrato de polímero (plástico) têm durabilidade "quatro vezes superior às feitas de algodão".

O novo substrato, observou, "é reciclável e deste modo amigo do ambiente".

"No nosso caso a durabilidade é muito relevante porque a intensidade no manuseio da nota faz com que a sua vida útil seja reduzida, elevando custos e saneamento do meio circulante", notou.

Para o governador do banco central angolano, as notas feitas em polímero apresentam "maior comodidade no seu uso e poupança financeira na gestão do meio circulante", sobretudo em zonas do país onde não há delegações do BNA ou balcões de bancos comerciais.

É característica comum no reverso de todas a notas a insígnia da República, a diversidade geográfica e cultural de Angola, bem como um micro texto com a letra integral do Hino Nacional de Angola "Angola Avante".

As novas notas possuem também uma impressão com relevo que permite a identificação das mesmas com perceção tátil, sobretudo para os deficientes visuais.

A "nova família do kwanza" vai conviver, simultaneamente, com as notas da série 2012 "até que o BNA entenda estarem reunidas condições para pôr fim ao seu curso legal".

Segundo as autoridades, as moedas metálicas continuam em circulação.

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