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Quarta, 17 Junho 2020 10:43

ZEE começou a produzir 3 mil tractores por ano

A Zona Económica Especial (ZEE), em Luanda, já arrancou com o processo de montagem de 3.000 tractores por ano, no quadro de um projecto de instalação de uma linha de montagem financiada pelos Emirados Árabes Unidos.

Os tractores, produzidos com 80 por cento da mão-de-obra nacional, são tecnologicamente desenvolvidos e equipados com alfaias agrícolas próprias para o mercado angolano. A unidade industrial aguarda apenas pela inauguração oficial, tendo já produzido os primeiros tractores. Devido à crise da pandemia do COVID-19, a inauguração foi adiada, mas deve acontecer assim que se restabelecer a normalidade.

O investimento, estimado em cerca de 100 milhões de dólares, resultou de um memorando assinando entre o Governo angolano, representado pelo Ministério da Agricultura, e os Emirados Árabes Unidos, representado pelo escritório privado do xeque Ahmed Dalmook Al Maktoum, membro da Família Real daquele país, durante a sua visita a Angola, em Dezembro do ano passado, depois de ser recebido pelo Presidente da República, João Lourenço, no Palácio da Cidade Alta.

O Ministério da Agricultura pretende, com o projecto, apoiar o desenvolvimento agrícola e promover a mecanização agrícola em Angola. A linha de montagem está a ser implementada na ZEE com o apoio da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX) e dos ministérios da Indústria e da Economia.

A perspectiva dos investidores é expandir a produção além dos 3.000 tractores por ano. A instalação da linha de montagem de tractores “Made in Angola” conta com a colaboração entre o escritório privado da realeza daquele país e a multinacional italiana Massey Ferguson.

O plano de inclusão da maior força de trabalho local inclui a substituição de quadros expatriados por nacionais, incluídos em cargos executivos e de direcção, através da formação de técnicos. Este é o primeiro investimento do escritório xeque Ahmed Dalmook Al Maktoum em Angola, cujo propósito é apostar na diversificação da economia, reforçar a capacidade industrial e agrícola e promover o emprego.

A intenção daquele entidade dos Emirados Árabes Unidos é reforçar a sua aposta no investimento privado em Angola. O escritório do xeque daquele país anunciou que já se encontra numa fase avançada de estudo um investimento em indústrias de apoio à agricultura, nomeadamente para a produção de fertilizantes e pesticidas em território Angolano.

Além da linha de montagem foi criado um centro de formação que, no espaço da fábrica, terá as componentes de formação para técnicos de fábrica; formação de agricultores para operação e manutenção dos tractores e alfaias; eum programa de formação de formadores especialistas para que estes possam dar formação em todo o território, evitando a deslocação dos agricultores a Luanda para receber formação.

Foi estabelecido igualmente um programa de serviços pós-venda, manutenção e substituição de peças gastáveis. Os contractos de serviço de manutenção de longo prazo e a disponibilidade peças de suplentes no apoio pós-venda são uma parte fundamental do projecto.

Foi também estabelecido um programa de substituição de peças importadas. Para tal, encontra- se em marcha um plano de desenvolvimento de fornecedores locais, fomentando o emprego e diversificação da economia, trazendo desenvolvimento da pequena indústria local de longo prazo e diminuindo a dependência das importações.

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