Domingo, 12 de Julho de 2020
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Sábado, 30 Mai 2020 12:54

Taxa de câmbio mais alta de sempre nas kinguilas próxima de custo final de transferências bancárias

O Kwanza não pára de desvalorizar face às moedas estrangeiras no mercado paralelo, numa altura em que estratégia do regulador passa por equilibrar as taxas ou acabar com o "gap". Em dois anos de nova política cambial, o apetite pelo mercado informal não caiu. Analistas justificam desvalorização com escassez de moeda estrangeira e pela expectativa de entrada da nova família do Kwanza.

A taxa de câmbio do euro e do dólar no mercado informal atingiu esta quarta-feira, dia 20, o valor mais alto de sempre, com o preço médio da moeda da União Europeia a bater nos 762,5 Kz e o do dólar nos 740 Kz. Já o mercado oficial despachava o euro a 626,514 Kz e o dólar a 572,473 Kz.

Passados mais de dois anos desde a introdução pelo regulador do regime cambial que levou à flexibilização da moeda, e que tinha como objectivo também acabar com a comercialização de moeda estrangeira no mercado informal, certo é que as kinguilas continuam a ter clientes. Até porque, à falta de remunerações atractivas em produtos bancários, os angolanos continuam a optar por investir poupanças na compra de dólares ou euros, o que faz com que a moeda estrangeira em vez de estar "ao serviço" da economia esteja em reservas particulares.

Acresce que as empresas também têm enveredado pela mesma prática, já que uma transferência bancária implica maior burocracia e por vezes pode demorar semanas até ser concretizada. E os "custos" são quase os mesmos. Entre taxas e comissões, uma transferência esta quarta-feira de 1.000 euros de um dos maiores bancos angolanos para o estrangeiro ficava a 736 Kz/EUR, segundo apurou o Expansão.

E quanto mais baixo for o valor a transferir, mais caro fica ao cliente bancário. Assim, as taxas de câmbio recorde praticadas nas ruas de Luanda não têm afastado os potenciais clientes das kinguilas, segundo confirmaram ao Expansão vários operadores informais. "Os clientes dizem que não há diferença em comprar dólar/ euro no banco ou na rua. Preferem vir até nós, porque, aqui, não temos constrangimentos, nem ordem de chegada; a operação é imediata", disse uma fonte do paralelo.

À rua vão as empresas e as famílias com necessidades de moeda estrangeira. Mas nas últimas semanas, as empresas são as que mais procuram o mercado informal, segundo outra fonte que opera na avenida Comandante Valódia. (...) Expansão

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