Sábado, 24 de Agosto de 2019
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Quarta, 14 Agosto 2019 00:56

Participação da Unitel na Sonangol pode ser comprada por outros acionistas da operadora

“Os outros podem ter direito de preferência no quadro de acordos parassociais” em vigor, explicou o presidente do conselho de administração da petrolífera, Sebastião Gaspar Martins.

Os acionistas da Unitel poderão exercer o seu direito de preferência na compra da participação de 25% que a Sonangol detém na operadora e que irá alienar por concurso público, revelou esta terça-feira o presidente do conselho de administração da petrolífera.

Sebastião Gaspar Martins, que falava na sessão de apresentação pública do programa de privatizações para o período 2019-2022 (PROPRIV), que decorreu esta manhã em Luanda, explicou que a opção pela modalidade de concurso público – que deverá ser lançado em 2020 – se deve ao facto de “não termos ainda uma noção do valor” da companhia, e de ser necessário “ter em conta os interesses do Estado e dos outros parceiros”.

“Os outros [acionistas] podem ter direito de preferência [na compra dos 25% da Sonangol] no quadro de acordos parassociais” em vigor, explicou Sebastião Gaspar Martins.

Também Patrício Vilar, presidente da Bodiva, adiantou que, tendo o Estado uma participação de apenas 25%, na operadora móvel, por via da Sonangol, não poderia decidir sozinho uma privatização via bolsa. “O Estado não pode voluntariamente decidir que é via bolsa, por isso se optou por concurso público”, disse o gestor.

Além da Sonangol, a Unitel é detida em partes iguais pela PT Ventures (Grupo Oi/PT), Vidatel, ligada à empresária Isabel dos Santos, e Geni, ligada a Leopoldino Fragoso do Nascimento.

O governo angolano apresentou hoje o PROPRIV, que prevê a venda de 195 empresas públicas, ou participações do Estado em companhias, até 2022, mas o ministro das Finanças de Angola, Acher Mangueira, admitiu que não há ainda uma estimativa de receita a arrecadar. Antes, o ministro de Estado e da Coordenação Económica angolana, Manuel Nunes Júnior, revelara que o executivo local contratou o Banco Mundial como consultor estratégico para o processo. JE

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