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Autoridades confirmam detenção de 14 guineenses em Angola por imigração ilegal

Autoridades confirmam detenção de 14 guineenses em Angola por imigração ilegal

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau confirmou hoje a detenção em Angola de 14 guineenses por imigração ilegal naquele país.

A confirmação foi feita, em conferência de imprensa, por Cândido Barbosa, diretor dos assuntos consulares do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que procedia ao balanço de uma missão a Angola, para contactos com os guineenses naquele país, na sequência da "operação de resgate" ainda em curso.

No âmbito daquela operação, que consiste na identificação de cidadãos estrangeiros em Angola, centenas de pessoas estão detidas por falta de documentação ou por entrada ilegal no território angolano.

Os 14 guineenses teriam entrada em Angola, através da fronteira da República Democrática do Congo.

A missão liderada por Cândido Barbosa a Angola tratou e concedeu novos passaportes da Guiné-Bissau - biométricos - a 503 guineenses, num universo de 2.800 registados no consulado geral do país em Luanda.

Sobre os alegados maus-tratos aos cidadãos guineenses em Angola pela polícia, o encarregado de Negócios da Guiné-Bissau, José Manuel Vieira, desafiou "quem quer que seja" a apresentar provas e referiu que alguns emigrantes entraram naquele país com vistos de turismo, de curta duração, mas acabaram por ficar "anos e anos" de forma ilegal.

Após a concessão de novos passaportes da Guiné-Bissau, os emigrantes guineenses em Angola pediram que as autoridades de Bissau intercedam junto do Governo de Luanda no sentido da sua completa legalização.

Cândido Barbosa indicou que o ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, João Ribeiro Có, está sensibilizado sobre o assunto e até admitiu a ida de uma nova missão a Angola para continuar o processo de concessão de documentos aos emigrantes.

No passado mês de novembro, relatos chegados à Guiné-Bissau, sobretudo nas redes sociais e nas rádios, davam conta de alegados maus-tratos a cidadãos guineenses em Angola às mãos da polícia, no âmbito da operação Resgate.

Na altura, a Liga Guineense dos Direitos Humanos e outras organizações da sociedade civil, instaram as autoridades a questionarem o Governo angolano. O embaixador de Angola em Bissau, Daniel Rosa, foi chamado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Num comunicado, divulgado à imprensa, a embaixada de Angola em Bissau desmentiu a existência de maus-tratos a cidadãos guineenses naquele país.

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