Segundo a BODIVA, o preço final das acções foi fixado em 40.040 kwanzas por acção, correspondendo ao valor máximo previsto no prospecto da oferta.
A operação envolveu a colocação no mercado de 7.500.000 acções da operadora de telecomunicações, identificadas pelo código de negociação "UNTLAAAA", tendo registado uma procura muito superior à oferta.
No total, foram submetidas 17.549 ordens de subscrição, das quais 16.571 foram satisfeitas, permitindo a entrada de 11.264 novos accionistas no capital social da Unitel.
A elevada procura resultou num rácio de cobertura de aproximadamente 120,72%, evidenciando o forte interesse dos investidores pela operação.
A BODIVA informou ainda que a liquidação física e financeira da oferta terá lugar no dia 28 de Julho, seguindo-se, a 29 de Julho de 2026, a admissão à negociação da totalidade das acções da Unitel no Mercado de Bolsa de Acções (MBA).
A partir dessa data, todas as acções da Unitel passarão a ser livremente transaccionáveis, podendo qualquer investidor comprar ou vender títulos através de um intermediário financeiro autorizado e membro da BODIVA.
Comparação com a operação realizada em 2020
A venda dos 15% da Unitel ocorre seis anos depois de uma das maiores operações envolvendo o capital da empresa.
Em Janeiro de 2020, a Sonangol adquiriu por 1.000 milhões de dólares a participação de 25% que a operadora brasileira Oi detinha na Unitel.
Tomando essa transacção como referência, a avaliação implícita da empresa situava-se em 4.000 milhões de dólares, o que significaria que uma participação de 15% teria um valor aproximado de 600 milhões de dólares.
Comparando os dois momentos, verifica-se que os 318 milhões de dólares agora arrecadados pelo Estado representam um valor significativamente inferior ao que resultaria da avaliação implícita da operação de 2020.
Ainda assim, a forte adesão dos investidores à Oferta Pública de Venda demonstra o interesse do mercado pelo processo de privatização e pela entrada da Unitel no mercado bolsista angolano.

