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Trabalhadores norte-coreanos deixam Angola devido a sanções das Nações Unidas

Trabalhadores norte-coreanos deixam Angola devido a sanções das Nações Unidas

Mais de 150 trabalhadores da norte-coreana Mansudae Overseas Project, especializada na construção de monumentos, deixaram a capital angolana entre domingo e segunda-feira, no cumprimento de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra a Coreia do Norte.

Os trabalhadores encontravam-se em Angola ao abrigo do acordo de cooperação com o Governo da Coreia do Norte, no domínio da construção civil, e entre as várias obras em território angolano, inclui-se a construção do Memorial António Agostinho Neto, em Luanda, local que recebe as principais cerimónias de Estado e mausoléu do primeiro Presidente angolano.

"Coincidindo com o fim do contrato deles, já não há razão para esses amigos continuarem aqui. Mas não se trata de corte de relações com a Coreia do Norte, é um país amigo, que nos acompanhou ao longo da nossa história. Portanto, as nossas relações com a Coreia do Norte mantêm-se", disse o secretário de Estado das Relações Exteriores angolano, Téte António.

O governante falava à imprensa no aeroporto internacional 04 de fevereiro, em Luanda, no momento do embarque destes trabalhadores, acrescentando que apesar das relações com a Coreia do Norte, os compromissos internacionais de Angola obrigam igualmente ao cumprimento da resolução 2371 do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

Essa resolução, aprovada por unanimidade em 05 de agosto último, reforça as sanções da ONU contra a Coreia do Norte, face aos testes com dois mísseis balísticos intercontinentais (ICBM), realizados em 3 de julho de 2017 e 28 de julho de 2017.

A resolução, que entre outras empresas abrange diretamente a atividade exterior da estatal Mansudae Overseas Project, exige que o Governo norte-coreano renuncie ao seu programa nuclear e de mísseis balísticos proibidos.

A resolução 2371 inclui as sanções mais fortes já aplicadas em resposta a um teste de mísseis balísticos e tem como alvo as principais exportações da Coreia do Norte, impondo uma proibição total de todas as exportações de carvão - a maior fonte de receita externa Coreia do Norte -, ferro, minério de ferro, chumbo, minério de chumbo e frutos do mar, que representam a entrada de menos 1.000 milhões de dólares por ano em divisas.

Também proíbe todos os novos empreendimentos conjuntos ou entidades comerciais cooperativas entre Coreia do Norte e outras nações e investimentos adicionais nos já existentes.

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