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Ex-líder da bancada do MPLA, Virgílio de Fontes Pereira abandona parlamento

Um dos históricos do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), Virgílio de Fontes Pereira, deixou o parlamento angolano, pedindo, durante a sessão plenária realizada hoje, a suspensão de mandato, informou a Assembleia Nacional.

Aquele deputado liderou durante vários anos o grupo parlamentar do partido, no poder em Angola desde 1975, depois de já ter sido ministro da Administração do Território e ministro do Urbanismo e Ambiente, além de membro do bureau político e do secretariado do Comité Central do MPLA.

Deputados Carlos Feijó e Adelmiro da Conceição também renunciaram a mandatos na Assembleia Nacional

De acordo com a informação disponibilizada pelo parlamento angolano, durante a sua segunda reunião plenária ordinária desta primeira sessão legislativa do mandato, realizada hoje, por solicitação do grupo parlamentar do MPLA foi aprovada a suspensão do mandato do deputado Virgílio de Fontes Pereira.

É substituído pelo deputado Pedro Agostinho de Neri, que por sua vez era, desde 2012, secretário-geral da Assembleia Nacional.

Não foram adiantados motivos para esta saída do parlamento

Após as eleições gerais de 23 de agosto último, em que o partido perdeu 25 dos seus 175 deputados, Virgílio Ferreira de Fontes Pereira, de 58 anos, já tinha sido substituído em setembro na liderança do grupo parlamentar do MPLA pelo antigo ministro das Finanças e das Pescas Salomão Xirimbimbi.

Na última terça-feira, na primeira sessão plenária da Assembleia Nacional, tinha já sido aprovada a suspensão dos mandatos dos deputados do MPLA próximos de José Eduardo dos Santos, ex-chefe de Estado e que se mantém na presidência do partido. É o caso do jurista Carlos Feijó e do ex-diretor do Gabinete de Quadros da Casa Civil do Presidente da República, Aldemiro Vaz da Conceição.

Angola realizou eleições gerais a 23 de agosto, que deram a vitória, com 61% dos votos, ao MPLA, elegendo João Lourenço, vice-presidente do partido, como novo chefe de Estado angolano, sucedendo a 38 anos de liderança de José Eduardo dos Santos.

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