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FMI elogia consolidação orçamental prevista pelo novo Governo angolano

FMI elogia consolidação orçamental prevista pelo novo Governo angolano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) elogiou hoje a intenção do novo Governo angolano de continuar o seu processo de consolidação fiscal, com um nível de despesas cada vez mais adequado ao da receita.

A posição foi manifestada pelo economista brasileiro Ricardo Velloso, chefe da missão do FMI que efetua uma visita a Angola, no final do encontro que manteve com a comissão parlamentar de economia e finanças da Assembleia Nacional angolana.

Ricardo Velloso referiu que durante a visita, iniciada a 06 de novembro e que visa preparar a deslocação oficial, em janeiro, no âmbito do artigo IV do acordo consultivo daquela instituição, o FMI olhou com muita atenção o Plano Intercalar elaborado pelo Governo angolano, a executar até março de 2018, que prevê igualmente a adoção de um regime de taxa de câmbio mais flexível, que para aquela organização financeira internacional "é importante para o processo de diversificação de economia".

Ainda relativamente ao plano, o responsável salientou que o FMI tomou também "boa nota" quanto ao desejo de o Governo melhorar a governação do país.

"A boa governação gera frutos, ela faz o melhor uso dos recursos que existem e no caso são recursos mais escassos e geram mais crescimento económico. É muito importante que - e o Governo tem essa intenção - siga cada vez mais na direção de melhorar as instituições, reforçar as instituições, para que a governação no país melhore", frisou.

Sobre a perspetiva económica de Angola para os próximos anos, o economista sublinhou que o país lusófono ainda passa por um período difícil, "em que o ajuste aos preços mais baixos do petróleo continua e o crescimento económico não é o que o país almeja e merece para gerar empregos para a sua população mais jovem".

"A taxa de inflação ainda está muito alta e precisa cair", defendeu Ricardo Velloso, reiterando que a ideal é "a mais baixa possível".

"E obviamente tem que se caminhar nessa direção, com uma taxa de um dígito, ou seja, a mais baixa possível, porque a estabilidade de preço é ideal não só para Angola, mas para qualquer país", salientou.

Sobre o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2018, que o Governo terá ainda de levar ao parlamento, Ricardo Velloso considerou ser importante continuar o processo de adequação do nível de despesas ao nível de receitas, tendo em conta que o preço do petróleo já não é o mesmo do passado recente e as perspetivas não são de uma melhoria significativa desse indicador.

Por sua vez, o presidente daquela comissão parlamentar, Diógenes de Oliveira, referiu que as intenções do FMI para com Angola mantêm-se, sendo as preocupações mais relevantes a estabilidade macroeconómica, o nível da inflação, e as taxas de juros do mercado, que podem ser inibidoras ao financiamento à economia e ao crescimento.

Segundo o deputado, o FMI aconselhou que o Estado deve cuidar "com delicadeza a questão da despesa".

"Porque temos que eliminar as questões supérfluas e adequar a nossa capacidade de pagamento à estimativa da receita para também não criar fatores de pressão à dívida", explicou, realçando ainda a questão ligada à diversificação da economia.

"Neste particular, o foco, não olhamos só para a questão da macroeconomia, mas acima de tudo também a questão do setor privado e nomeadamente o financiamento, para que ele com o papel regulador do Estado possa também induzir ao crescimento económico que precisamos", acrescentou.

Diógenes de Oliveira sublinhou que, embora Angola mantenha níveis de crescimento positivo, nos últimos anos, ainda "estão muito aquém dos níveis dos anos passados para não dizer da década que passou".

"Do nosso lado enquanto parlamento aqui estamos nós, enquanto representantes daqueles que nos elegeram, para tudo fazermos para não frustrar as intenções no sentido de adotarmos políticas que possam refletir-se no médio prazo em mais emprego, melhor qualidade de vida para os cidadãos e com ganhos na prosperidade e estabilidade de Angola no contexto da SADC [Comunidade de Desenvolvimento da África Austral]", disse.

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