Menu

Supremo Tribunal do Quénia condena gestão da comissão eleitoral nas presidenciais anuladas

Supremo Tribunal do Quénia condena gestão da comissão eleitoral nas presidenciais anuladas

O Supremo Tribunal do Quénia condenou hoje a gestão da comissão eleitoral nas presidenciais de 08 de agosto, entretanto invalidadas, acusando-a de proclamar os resultados com base em documentos "duvidosos" e de impedir o acesso aos servidores informáticos.

Os juízes do Supremo detalharam hoje as razões pelas quais decidiram, a 01 de setembro, invalidar a reeleição do Presidente cessante, Uhuru Kenyatta, e ordenar a realização de uma nova eleição.

A vice-presidente do Supremo Tribunal, Philomena Mwilu, referiu "revelações perturbadoras e até surpreendentes" sobre a forma como a comissão eleitoral organizou as eleições.

O tribunal também criticou a comissão por ignorar o pedido para aceder aos servidores para verificar alegações de pirataria -- o que poderia ter afetado os resultados eleitorais -, feitas pela oposição.

"O nosso pedido era uma oportunidade de ouro para a comissão apresentar provas perante o tribunal para desacreditar as afirmações do queixoso", o opositor Raila Odinga, declarou a juíza Mwilu.

"Se a comissão não tivesse nada a esconder, teria voluntariamente fornecido acesso aos seus servidores informáticos e ao histórico de operações", considerou, acrescentando: "Mas o que fez a comissão? Escandalosamente, desobedeceu ao tribunal nesta questão essencial".

O tribunal não teve outra solução senão concluir que "o sistema informático foi infiltrado e comprometido e as informações que existiam foram modificadas, ou que os próprios responsáveis da comissão modificaram estas informações, ou que a comissão danificou o sistema de transmissão [dos resultados] e não conseguiu verificar as informações".

A 01 de setembro, lendo um breve resumo da decisão, o presidente do Supremo Tribunal, David Maraga, deu conta de "irregularidades" na transmissão dos resultados.

Além disso, o tribunal criticou o presidente da comissão eleitoral, Wafula Chebukati, por ter proclamado a vitória de Kenyatta com 54,27% dos votos, com base em relatórios dos distritos eleitorais "cuja autenticidade era, para alguns, questionável", sem ter verificado todas as assembleias de voto.

A Comissão Eleitoral estabeleceu o dia 17 de outubro como a data da nova eleição presidencial, mas há muitas dúvidas quanto à sua capacidade de organizar as eleições em tão pouco tempo, particularmente por causa dos muitos desentendimentos entre os vários intervenientes sobre o caminho a seguir.

Mídia

voltar ao topo
Medo do MPLA: Oposição obteve maioria na Assembleia Nacional

Medo do MPLA: Oposição obteve maioria na Assembleia Nacional

O pleito eleitoral de 23 de Agosto 2017 acabou na lógica de “tudo muda sem nada ...

CNE proclama MPLA vencedor das eleições gerais 2017

CNE proclama MPLA vencedor das eleições gerais 2017

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola proclamou, hoje, oficialmente, o M...

Reclusas no Kwanza Sul denunciam que são obrigadas a fazer sexo em troca da amnistia

Reclusas no Kwanza Sul denunciam que são obrigadas a fazer sexo em troca da amni…

Após a divulgação de imagens que mostram a falta de água e de alimentação em vár...

Veja a mansão que a Odebrecht construiu para o ditador de Angola com seu dinheiro

Veja a mansão que a Odebrecht construiu para o ditador de Angola com seu dinheir…

José Eduardo dos Santos é destes amigos improváveis arranjados pela diplomacia b...

PAGINAS PRINCIPAIS

ENTRETENIMENTO

  • Shows
  • Música

DESPORTO

  • Girabola 2016                         
  • Outros Esportes

SOBRE NÓS

  • Grupo Media VOX POPULI

REDES SOCIAIS

  • Facebook
  • Instagram

RÁDIOS & TV

Radio AO24 Online

Em Breve