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Início do julgamento de Manuel Vicente arrasta-se há três meses

O despacho de pronúncia que confirmou a acusação da Operação Fizz foi proferido em junho, mas ainda não há data para o arranque do julgamento em que Manuel Vicente, vice-presidente de Angola até às eleições do mês passado, está acusado de corrupção

O caso já leva três meses de atraso porque Ministério Público insiste em que Paulo Blanco, representante legal do Estado angolano em Portugal e acusado de corrupção em coautoria com Manuel Vicente, vice-presidente de Angola, tenha a sua atividade de advogado suspensa. Blanco voltou a ser interrogado esta segunda-feira por causa disso

Depois de ter sido cancelada uma audiência que chegou a estar prevista para 22 de agosto, a juíza de instrução criminal Ana Cristina Carvalho interrogou esta segunda-feira de manhã Paulo Blanco, advogado do Estado angolano que chegou a representar legalmente Manuel Vicente, antigo CEO da petrolífera Sonangol e vice-presidente de Angola. Blanco acabou por ser acusado de corrupção, branqueamento de capitais e falsificação de documento por ter sido considerado cúmplice do número dois do governo de José Eduardo dos Santos no alegado pagamento de subornos a um procurador do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) para que este encerrasse um inquérito em curso.

A 21 de junho, faz esta semana três meses, a mesma juíza de instrução já tinha decidido que Manuel Vicente, Paulo Blanco e o procurador alegadamente corrompido, Orlando Figueira, a par de mais outro arguido, Armindo Pires, vão a julgamento, mas até agora ainda não há data marcada para esse julgamento começar.

Manuel Vicente foi acusado pelo Ministério Público português de corromper o antigo procurador Orlando Figueira com EUR 760 mil para que este arquivasse dois processos em que o vice-presidente de Angola estava a ser investigado.

Angola recusou-se a cumprir a carta rogatória enviada em fevereiro pela Procuradoria-Geral da República (PGR) portuguesa a solicitar a assistência da sua congénere angolana na constituição de arguido de Manuel Vicente e na sua notificação da acusação de corrupção e branqueamento de capitais emitida pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) contra o ainda vice-presidente de Angola.

A resposta das autoridades judiciárias angolanas tem a data de 30 de junho mas apenas terá chegado aos autos do processo que visa o ainda n.º 2 do Governo de José Eduardo dos Santos.

Expresso.

Last modified onTerça, 19 Setembro 2017 00:10
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