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Liderança de Samakuva cada vez mais contestada depois da derrota

Liderança de Samakuva cada vez mais contestada depois da derrota

O líder da UNITA Isaías Samakuva tem-se confrontado, nos últimos dias, com forte pressão de uma ala interna do “Galo Negro” que reivindica que ele ponha imediatamente o cargo à disposição, soube o Correio Angolense de uma fonte da direção do partido, que pediu o anonimato. Em causa estão a derrota eleitoral e as transformações controversas operadas por Samakuva na estrutura administrativa do partido depois do seu XII congresso ordinário.

A crise lavra entre os membros da sua direcção e militantes. Ainda assim, segundo a fonte, “não se nota vontade política para fazer cedências” por parte de Isaías Henrique Ngola Samakuva, 71 anos, 14 dos quais na liderança do partido fundado por Jonas Savimbi.

“Não acredito que Isaías Samakuva largue a liderança do partido; ele foi inteligente ao acomodar alguns dos seus opositores no último congresso”, avalia a fonte deste jornal, que também integra o movimento de contestação a Samakuva que, tudo o indica, continuará a apoiar-se no facto de os estatutos dos “maninhos” não delimitarem o mandato do presidente, para não cumprir o juramento público que fez de que deixaria a liderança da UNITA em caso de derrota eleitoral.

Em Maio de 2016, Isaías Samakuva declarou, em entrevista ao extinto portal Rede Angola, o seguinte: ”Se ganhar deixo o partido para assumir-me como Presidente da República; se a UNITA não passar, deixo o cargo de presidente da UNITA para desempenhar outras funções”.

Apoiantes e contestários

Isaías Samakuva não está sozinho. Conta com leais defensores na direcção da UNITA, entre os quais figuram alguns veteranos como Samuel Chiwale, Demóstenes Chilingutila, Jaka Jamba, Ernesto Mulato, Miraldina Jamba e Helena Bonguela. Mas também há jovens como Liberty Chyaka, Massanga Savimbi, Adriano Sapiñala, Mihaela Webba, Aly Mango, José Eduardo e Nelito Ekuikui. Este último já foi grande opositor do actual presidente, mas, de acordo com a fonte, depois de ser “acomodado” no cargo de secretário municipal da Região de Belas, Luanda, acabou por refrear o seu pendor crítico.

A permanência do actual líder da UNITA também é defendida por alguns dos seus indefectíveis – já apelidados de “homens de Samakuva” –, a começar pelo vice-presidente Raul Manuel Danda, ao qual se juntam, entre outros, Franco Nhany, Cláudio Silva e Adalberto da Costa Júnior.

Apesar da UNITA ter visto subir a fasquia dos resultados eleitorais para 26,67%, comparativamente aos poucos mais de dez por cento que obteve em 2008 e 18,6 por cento em 2012, estes números nem por isso animaram as hostes contestatárias de Samakuva, que já ponderam vir a público dentro de dias para exigir a sua demissão.

As últimas mexidas que Isaías Samakuva fez quer na direcção central, como nas provinciais e nas regiões em Luanda, irritaram ainda mais alguns militantes que já se mostravam agastados com a sua liderança.

O Correio Angolense soube, da fonte que tem vindo a citar, que esse comportamento de Samakuva já vem afugentando alguns oficiais superiores na reforma, assim como militantes de proa que, a qualquer momento, podem seguir o caminho de Jorge Valentim, Abel Chivukuvuku, Fernando Heitor, Victorino Hossi, Francisco Tchiwissa e João Baptista Tchindandi, deixando mais fragilizada a organização fundada por Jonas Savimbi.

Candidatos presidenciáveis

Desde que ascendeu à liderança da UNITA, em 2003, Isaías Samakuva não fez tenção de criar um substituto à altura, tendo, teimosamente, acreditado que poderia triunfar nos dois últimos pleitos. As vozes contestatárias alegam que o líder da UNITA não pode sequer ouvir que há alguém com intenção de substituí-lo, essa pessoa é logo afastada ou aliciada com algum cargo no secretariado do partido ou no parlamento.

Um exemplo é o de Clarice Kaputo que foi grande aliada de Samakuva mas, por apoiar o marido (Kamalata Numa), que foi candidato em 2015, a ex-deputada foi agora atirada na lista de parlamentares numa posição de difícil eleição, em detrimento de Navita Ngola, Manuel dos Prazeres, Mihaela Webba e Mussocolo, um jovem político com um potencial promissor, mas que é considerado “boca de aluguer” de Samakuva.

Isaías Samakuva rendeu Jonas Savimbi, morto em combate em 2002, no Moxico, depois de ter derrotado, em 2003, Lukamba Paulo “Gato”, e Dinho Chingunji. Em 2007, derrotou Abel Chivukuvuku (actual líder da CASA-CE), em 2011, bateu copiosamente José Pedro Kachiungo e, em 2015, cilindrou o seu companheiro de trincheira Kamalata Numa.

Correio Angolense

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