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| Como correr com o Ditador (José Eduardo dos Santos )… |
| Notícias - Opinião |
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O que de mais grave há nisto nem sequer é a duvidosa origem do senhor porque, quem não o desejaria como seu líder se o povo se sentisse, verdadeiramente, o objeto do seu esforço e trabalho de governação. Este senhor é acima de tudo um acidente de percurso da orientação política do MPLA que o escolheu como fiel continuador da obra de Agostinho Neto. Teria nesta altura – o MPLA – noção do que estava a oferecer ao povo angolano? Certamente que não; ou não existiriam tantos descontentes (inclusive companheiros de armas e de luta do próprio Agostinho Neto) no seio do MPLA. Portanto, há que considerar que o erro é humano e dele devemos tirar as melhores lições como antídoto para enfrentar os desafios do futuro. Não estou querendo fazer alguma apologia da resignação. Não; não é esta a minha intensão! Antes pelo contrário quero chamar a atenção do povo angolano no seu geral e as forças políticas, em particular, para que se não desperdice a oportunidade de ajudar o próprio MPLA a corrigir o seu erro do passado. O Sr. José Eduardo dos Santos não possui poderes divinos. Como tal, o pseudo-presidente tem vulnerabilidades e está exposto ao próprio monstro que criou – a divisão da sociedade em muito ricos (multimilionários) com todos os sonhos aos pés dum lado, e miseráveis homens, mulheres e crianças que têm nascido já privados de sonhar do outro lado. Esta gente toda está espalhada em todos os sectores da sociedade a começar pelo exército, a polícia, a administração, os desmobilizados ou reservistas, o camponês, o operário – se é que existe algum -, os professores e outros tantos. Daí que, agora mais do nunca, o povo (e vós oposição) têm de agir com sabedoria para dar oportunidade àqueles que por razões mais do óbvias, não têm tido a possibilidade de agir de acordo com a sua consciência. Lembrem-se; se vocês tendo alguma margem de manobra defrontam-se com imensas dificuldades em contestar o ditador, quanto mais aqueles que estão aparentemente à sua (dele) mercê. É justamente esse, o ponto a ser trabalhado por forma a ajudar o próprio MPLA a corrigir o seu equívoco do passado. Quantos deles lá não se sentem discriminados e marginalizados pelo seu próprio líder. Não existe lealdade no meio de tamanha injustiça. O que existe é apenas uma aparência de lealdade. Reparem que no seio do próprio MPLA existem “miríades” de militantes que, legitimamente aspiram também eles a presidência da república. Estes elementos são também eles, uma força para a mudança se ajudados de fora. Assim sendo, não é sábio encher as ruas de manifestantes antes do pleito eleitoral porque, isso seria dar o ouro ao bandido como diz o povo. A acontecer isto, de quanto esforço vai precisar o MPLA para justificar a sua artificiosa vitória se lhe derem o argumento de umas eleições perturbadas pela oposição. Ou quanto terá de esforçar-se para ilibar-se da culpa de massacrar o próprio povo. É de resto do vosso conhecimento uma das funções das milícias do MPLA. Por isso, afastemos o risco do que se deu em 1992, pois que então, só o MPLA logrou. O que há a fazer – encarando a situação com serenidade – é reagir perante um facto consumado. Não há já uma pessoa profundamente ingénua em Angola, para crer que o MPLA tem estas eleições ao seu alcance, isto nem de perto nem de longe. Por isso, muita calma, pelo que consoante o registo do desenrolar do processo eleitoral (no dia “D”), desde a votação até a contagem dos votos – com especial atenção à problemática da admissão dos representantes da verdadeira oposição nas assembleias de voto em igualdade de circunstância com os seus pares do partido do governo – ter-se-á a oportunidade de se fazer a devida avaliação quanto a transparência e a justeza de todo processo. Daí que temos por certo que ninguém poderá condenar as possíveis repercussões de uma contestação popular legitimada pela lei que estará ao serviço da voz da razão. O povo não precisará de qualquer líder político ou ativista, para lutar pelos seus direitos os quais há anos lhe têm sido sistematicamente usurpados. Não devemos nos esquecer que – como foi já dito atrás – o povo sofredor e sequioso de uma pátria justa e solidária, também milita no próprio MPLA e aguarda por uma oportunidade de desfazer-se das amarras da tirania de José Eduardo dos Santos. Eles sabem que, mais vale o peixe comido à mesa da justiça do que o beff oferecido pelo Diabo para o seu próprio mal. Muitos dos que servem no exército angolano, nas polícias, nas milícias e noutras forças paramilitares, sabem de que lado deverão se posicionar quando a verdade e a razão reclamarem o seu lugar. Não vão eles matar os seus próprios pais, irmãos e irmãs e deixarem órfãos os seus próprios filhos. Não sóis vós próprios injustiçados todos os dias com a vida que vos é oferecida, enquanto que para alguns o dinheiro parece uma herança natural que lhes sai do chão mesmo quando não querem. Quantos de vós não tendes visto os vossos filhos morrem nos vossos braços por desnutrição, desidratação, ou falta de medicamentos. Não vos tem sido recusada a assistência médica à porta das clínicas de Eduardo dos Santos, familiares e amigos? Certamente que estes homens não quererão experimentar o desconforto de saberem que estarão a usurpar ao povo angolano e si próprios, a oportunidade de conquistar pela segunda vez a sua liberdade. O povo só quer se libertar do seu irmão ou filho injusto que o trata na base da ditadura e da tirania há 33 anos. Não tenhais medo, porque vós sóis mais do ele e eles (essa turba de malfeitores). Aqueles que julgam estar bem a custa deste regime podem acreditar que tudo tem o seu fim. Todavia, vós sóis ainda desculpáveis e, enquanto é tempo aproveitem reconciliar-se com os vossos irmãos a quem tendes causado tanto sofrimento. Vós da oposição procurem lidar com sabedoria e com serenidade com esta situação porque, eis que a luz do farol da justiça e da liberdade nunca brilhou tanto. O dia se aproxima rapidamente. Não cuideis que o poder está nas vossas vozes vós da oposição. O poder reside nas mãos do povo e só do povo porque todo povo tem sido vítima da opressão de José Eduardo dos Santos. O povo é e será sempre soberano. Não nos esqueçamos – povo angolano – que se gritarmos bem alto o mundo ouvir-nos-á e virá acudir-nos. Não temos que continuar já a sujeitar-nos a opressão oferecida no prato do terror. Ganhe quem ganhar desde que as eleições sejam livres, justas e transparentes; caso contrário, há que corrigi-las com recurso a contestação - a arma mais eficaz em nosso poder; tem sido assim noutros países, pode ser também aqui. Porque os do MPLA, UNITA, FNLA, CASA-CE e restantes forças políticas e os não políticos – cidadão comum, todos somos angolanos e somos todos inteligentes. Por isso, há que usar a razão para o bem da pátria ajudando os que têm maior dificuldade em compreender a verdade e a emergência da mudança de rumo. Por uma nova vida… VIVA ANGOLA!!! Dr. Muvumba Miguel
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Comentários
PRIMEIRO TINHAM ENVIADO UM MANDATO DE CAPTURA PARA OS FALECIDOS,LOGO APOS AS MANIFESTAÇOES,E AGORA VEEM AQUI FALAR DE IRRESPONSABILID ADE DA TCUL?
NAO SAO ESTES QUE MORRERAM DO KABUSCORP QUE O FOLHA 8 DIABOLIZAVA?
NAO SERAO OS FALECIDOS MEMBROS DO KABUSCORP QUE AS PESSOAS TANTO DESEJARAM AM MORTE? A ESTES AFRICANOS IRMAOS?
POUCO A POUCO O ANGOLANO ESTA PERDENDO O ESPIRITO QUE TINHA DEIXANDO-SE INFLUENCIAR POR FORÇAS POLITICAS QUE ESTAVAM HABITUADAS A MASSACRAR PESSOAS... E OS CEGUINHOS NAO ESTAO A DAR CONTA
POVO ANGOLANO NAO SE DEIXEM ENGANAR PELOS TERRORISTAS QUE ESTAO QUERENDO TRANSFORMAR ANGOLA NA LIBIA
A UNITA SEMPRE FOI PELA VIOLENCIA NOS TEMOS PRINCIPIOS ELES DEVIDO A INFLUENCIA TRISTE A QUE FORAM SUBMETIDOS RESOLVEM TUDO A SANGUE DERRAMADO
A primeira virtude de um jornal e principalmente do jornalista seria informar a verdade e com verdade.
Não se vislumbra nenhuma verdadeira noticia em todas vezes que já tentei ler alguma coisa credível.
e como angolano que sou estou convicto que o MPLA teve um grande acidente em aceitar que esse homem fosse seu presidente