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| Por onde andais Lucas Ngonda? |
| Notícias - Política |
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Um verdadeiro exercício detectivesco para se tentarlocalizar a casa onde os que em nome da FNLA pensam Angola, o seufuturo, as alternativasaopoder, enfim, o bunker dos “think tanks” empenhados na descoberta da fórmula que lhesdeveriaconduziraopoder. Nem motoristas nem simples munícipes, nem sequer o director provincial da Comunicação Social, Andeiro João, que nos foi de utilidade extrema no cumprimento da missão Uíge no seutodo, puderamdizer-nos em que bairro, rua ou esquinafunciona a FNLA, não mais ala, fracção ou lá o que seja, mas a FNLA, porque à luz do Tribunal Constitucional, ela é “a” e não “as”. O nível de angústia da nossaequipasubiu a um ponto tal que atémesmo na nossapassagem pela sede provincial do MPLA nos vimosobrigados a perguntar a responsáveisdestepartido se sabiam do paradeiro da FNLA, dos homens de Lucas Ngonda. O mesmoar de espanto: “olha, é curioso, nãosabemosmesmo onde elesfuncionam”. Voltar à FNLA que se dizgenuína, aobairroDunga, onde havíamosestadohoras antes a recolher o depoimento de um dos seusrostosassumidos, Víctor António, foi a solução. Pouco original é certo, mas a única à mão. Chegaràquelelugar (no meucasofazia-o emestreia, pois na diligênciainicial a autoriatinhasido dos colegas Manuel Lutomatala e Pedro Nicodemos), o sentimento que se experimentanãopodesenãoempurrar-nos, emcheio, para as reservas que há que colocaremrelaçãoaosníveis de dignidade de que anda rodeada a nossapolítica. É deprimente, assustador e mil vezes incómodo, enquantocidadão, descobrir que sãoaquelaspessoas e naquelelugarlúgubre, que falamemnosso nome, o povo, e se queremconstituirpoder. Cadaminutopassadoali, sobumtecto que infundepavor e desconforto, comumacondiçãoexistencial que sólembra o piordasÁfricas, sentimo-nos emgrandemedidaofendidos e temos o deverbásico de questionar se merecemos que a política se banalizeassimtanto. A dignidade foi a primeira a servarridadali, na expressãobrutalmentesofrida e deslustrada dos anciãos que alipassam o dia, agarrados a umautopia e a umdiscurso que são a utopia e o discurso de ummundo que parou. “Nóssomos do ELNA, nóslibertámos este país, inclusive o cidadão Lucas Ngonda. A FNLA só é uma, nósque aquiestamos. O original não é cópia”, dizem-nos, comumsentimento de revolta que nãopoupaninguém, nem os jornalistas. “Vocêsquerem que vos indiquemosaondeficaasede do Lucas Ngonda? Nãofalem no demónio porque Satanás se reforça. Vocês os jornalistas é que andam a promover a confusão. Vãoperguntarao Tribunal Constitucionalaondeestá a sede do Ngonda, eles é que têm que saber”. Na parede, coladas de qualquermaneira, dois posters de NgolaKabangu, um a cores e, o outro, umafotocópia a preto e brancodas que se fazem na primeirapalhota de asiáticos que se encontradepois da esquina. Por mais que se tente o diálogoconciliador, a conversa comummínimo de elevação, percebe-se que a confusão que perpassa pela mente daqueleshomenstramados pela frustração e o sentimento de que de poucovaleu o terempegadoem armas, anulatoda a lucidez. No imediato e nos tempos a seguir. Sóháfúria.Raiva.Infinitodesconforto, com acusaçõesfeitasemlinguagemirrepetível à conduta de quemgoverna. “Podempegar no vossocarro e ir-se embora”, quasegrita um deles. Sessenta a setentaanosde idade. Chama-me “filho”, hácomcertezaumrasgo de lucidez. Mas que se podeperder logo a seguir, com as ameaças que se escutam do colegaaolado: “olha, nósnãosomoscivis, somos do ELNA, o únicoexército que o Governonuncaconseguiudesarmar. Se continuaremaapoiar o Ngonda, e vocêstambém os jornalistas que lhedãocobertura, vamos ter instabilidade. Se jánãotemos forças para lutar, temos os nossosfilhos. Nóslibertámos este país!” A conversa, monocórdicaqb, jásó serve mesmo para aferir o poço de ódioem que se transformaramaqueleshomensadultos, cabelobrancoemtodoseles, algunsestropiados no físico mas commaleitaspioresaonívelpsicológico. Notomedo no rosto do colega Manuel Lutomatala. Reza para que saiamosdali quanto antes. Di-locom o olhar, quase de súplica, lançado na minhadirecção. Háali, naquelecubículosemluminosidade e tomadoporumacompletafalência de perspectivas, habitadopor fantasmas invisíveis à misturacom almas vivasdestroçadas, mais aura de reivindicação que dinâmicapolítica. Um climafunesto de nada acontece, comumatestemunhamudacerteira: umacansadamáquina de escreverTriumph, poisada sobre o tampodescolorido de umavelha mesa de escritório. O tempo, nesselugar, parouhámuito. E nas mentes dessesantigos “irmãos cambutas” também! Já longe dali, em mais umtelefonema que se cruza, fica-se a saber, finalmente, que háuma pista mínima para se saber de Lucas Ngonda e seus (fracos) desempenhos. Um tal Joaquim Afonso é, dizem-nos, o delegado da FNLA na província. Mas é muitopouco o tempo que elepermanece no Uíge. Prefere Luanda, resguardadotalvez de riscos que parecemnãoserdesprezíveis: no anopassado, numdessescaloresatípicos da política, partiram a cabeçaaohomemporestardoladoem que está, atal FNLA que se diz “cópiafalsificada”. |
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Comentários
Eu sou bakongo falo kikongo -portugués para os portugués
Mis linguae - humbundu/kimbundu/ fioti kikongo /ngangela etc...
portugués naó -
Este é o conselho que lhe ofereço.
Eu aconselho-te a aprender com ele. Lê atentamente e vais compreender que ele sabe bem o que fez.
Ou vao todos votar na fnla mas depois correm com estes cabecudos e salvem o que resta para ser ser salvo
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