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| Angola e RD Congo decretam fim de deportações recíprocas |
| Notícias - Nacional |
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De acordo com a Rádio Nacional de Angola, o Presidente congolês, Joseph Kabila, ordenou o fim da expulsão de angolanos na noite de segunda-feira, após uma reunião com uma delegação enviada pelo seu homólogo angolano, José Eduardo dos Santos, encabeçada pelo vice-ministro das Relações Exteriores, George Chicoty. O diário congolês Le Potentiel cita Chicoty após a reunião afirmando que Angola também irá cessar a expulsão de congoleses do seu território.
Congo expulso 30 mil angolanos em retaliação A República Democrática do Congo expulsou mais de 30 mil angolanos de seu território. Muitos deles já viviam há anos no Congo depois de fugirem da guerra civil em Angola. Os angolanos afirmam que tiveram que deixar tudo o que possuíam para trás ao serem obrigados a cruzar a fronteira de volta, pois teriam recebido o aviso para deixar o Congo na última hora. O governo de Angola agora está tendo dificuldades para lidar com o grande número de pessoas que está retornando ao país. Muitos dos angolanos expulsos passaram dias caminhando ou viajando em caminhões. Nas províncias de Cabinda e Zaire, o governo angolano tenta lidar com o fluxo de pessoas, dando assistência aos mais necessitados, e tentando alojá-los em acampamentos improvisados em terrenos das prefeituras. Na província de Uíge centenas de pessoas chegaram aos postos médicos e há informações de surtos de malária e diarreia. Um dos angolanos expulsos da República Democrática do Congo disse à BBC que as autoridades congolesas estão agindo em represália às expulsões frequentes feitas pelo governo de Angola de imigrantes congoleses que trabalham ilegalmente nas minas de diamante do país. "Há represálias das autoridades contra os angolanos que vivem no país. Eu vivo lá de forma legal, mas o governo congolês está expulsando todos os angolanos, independentemente de estarem legais ou ilegais", afirmou. "Quando não conseguimos escapar, é a própria população congolesa que ataca os angolanos." Segundo agências de notícias as autoridades angolanas estão expulsando congoleses principalmente das regiões de Cabinda e Soyo. Os dois países dividem uma longa fronteira que corta regiões ricas em diamante. Parlamento O repatriamento forçado dos angolanos começou na segunda-feira passada, depois de o Parlamento da República Democrática do Congo ter aprovado uma resolução para expulsar os cidadãos angolanos do país. O governo angolano reconhece que esta medida foi uma resposta à expulsão de congoleses das regiões de minas de diamantes. Mas afirma que os angolanos moradores do Congo não estão ilegais, pois muitos deles são refugiados de guerra e pessoas que vivem no país vizinho há mais de 30 anos e em situação regularizada. Uma delegação do governo de Angola foi enviada à capital congolesa, Kinshasa, na segunda-feira para tentar resolver a questão. |
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Comentários
Por torno habito na nossa patria atribuir ao inocentes, toda ilegalidade esquecendo-se dos corruptos (funcionarios publicos) que vivem em toda impunidade, mesmo se esses ultimos cometem crimes puniveis nos termos da lei Angolana. Por ninguem e' contra a Imigricao, mais apelamos por uma imgracao legal e positiva para o nosso pais. O governo Angolano esta agindo de forma soberana mesmo se condeno algumas violacoes dos direitos Humanos cometidos pelos agentes policias mais isso e' outra conversas. Devem ser igualmente revistos, todos aqueles Africanos e Europeus ou Ilheus (Caboverdianos ou Santomeses) que vivem ilegalmente no nosso pais porque nao se pode aceitar cumprimento da lei para uns e nao para os outros. Q justica seja feita. Viva Angola duma imigracao legal.
O empresário, que controlava 160 trabalhadores no ramo da construção civil em Boma, regressou ao país com apenas uma calça e camisa no corpo, com um par de chinelos nos pés. Conta que, devido aos maus-tratos a que foram sujeitos os angolanos, não pretendem mais regressar àquele país.
Sebastião Kipaci diz que a forma como regressaram à pátria acaba por ser “um mal necessário, porque era um sonho que estava adiado e hoje, com o fim da guerra, devemos participar nas tarefas de reconstrução nacional em curso no país”. Ele conta ainda que o pior só não aconteceu, devido à pronta intervenção dos militares angolanos, que estão baseados no quartel-general de Baki, no Muanda.
“Os nossos militares, por assistirem várias barbaridades protagonizadas pelas autoridades congolesas contra nós, decidiram sair à rua, fazendo disparos para o ar, como forma de repelir os saques e pilhagens dirigidos às nossas casas, no município do Muanda, localidade que faz fronteira com a província de Cabinda”, explicou.
A comunidade angolana expulsa está chocada com a atitude xenófoba protagonizada por indivíduos que até há pouco tempo se declaravam um povo irmão e que partilha a mesma fronteira, com usos e costumes semelhantes, sublinhou Maria Mediana, 98 anos, que residia naquele país há mais de 50 anos.