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| Mortalidade infantil em angola continua entre as mais altas do mundo |
| Notícias - Nacional |
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Fonte do Ministério da Saúde (MINSA) disse à Angop que a taxa de mortalidade de crianças abaixo dos cinco anos é de 158 em mil nados vivos, também uma das mais altas do mundo.
Um número relativamente reduzido de doenças como a malária, as diarreias agudas, as infecções respiratórias, o sarampo e o tétano neo-natal são responsáveis por 60 por cento das mortes entre crianças abaixo dos cinco anos de idade.
Angola precisa baixar estes índices rapidamente para níveis aceitáveis, visando por um lado alcançar os objectivos quatro e cinco de desenvolvimento do milénio, subscritos pela ONU, onde se propõe reduzir em dois terços a mortalidade infantil e reduzir para três quartos a taxa de mortalidade materna até 2015.
Uma outra explicação da escassa prestação do sector sanitário do país foi a destruição massiva das infra-estruturas da saúde (mais de 65 porcento) por motivos sobejamente conhecidos. A maior parte do pessoal refugiou-se em Luanda e nas outras grandes cidades, onde se estabeleceram 70 por cento dos médicos, 30 por cento do pessoal de enfermagem e 45 por cento do restante pessoal paramédico.
Como consequência, a cobertura dos serviços sanitários de base é baixa e a maioria da população não é servida por eficientes serviços de assistência primária.
Não obstante isso, o governo diz estar empenhado na reposição e aumento das infra-estruturas sanitárias, pese embora o facto de muitas delas não serem suficientemente funcionais, sobretudo a nível de Centros e Postos de Saúde, pois, Angola tem somente oito médicos para 100 mil habitantes, uma média aquém de alguns países africanos.
O resultado combinado destes factores é que 60 por cento da população não tem ainda acesso aos serviços primários de saúde, acrescendo o facto de o governo desenvolver a assistência em estruturas grandes e fixas e a experiência hoje mostra que esses serviços devem ser completados com serviços fornecidos localmente, daí a importância do agente comunitário e, consequentemente, a necessidade da revitalização dos serviços municipais de saúde.
Todavia, Angola tem uma grande oportunidade de alcançar resultados importantes no campo da saúde pública. De 2002 a esta parte o país goza de situação de paz e estabilidade e as perspectivas de desenvolvimento económico são bastantes promissoras se tivermos em conta que nos últimos três anos a taxa de desenvolvimento foi de aproximadamente de 20 por cento.
Reconhecendo a importância que o sector da saúde tem no crescimento económico, o governo aumentou significativamente nos últimos cinco anos o orçamento para a saúde e até duplicou entre 2005 e 2006. Em 2006, a despesa sanitária per capita era de 71 dólares, equivalentes a 3,4 por cento do PNB, considerado um grande desempenho do governo.
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