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TC anula eleição de Pedro Gomes como novo presidente da FNLA

TC anula eleição de Pedro Gomes como novo presidente da FNLA

O Tribunal Constitucional invalidou o congresso realizado de 20 a 24 de Junho, em Luanda, que elegeu Fernando Pedro Gomes como presidente, por inobservância dos estatutos do partido.

Segundo o director do Gabinete dos Partidos Políticos do Tribunal Constitucional, Juvenis Paulo, em declarações à Rádio Nacional, o Tribunal "recusou a recepção dos documentos porque a assembleia extraordinária inclusiva que eles organizaram não tem previsão estatutária".

Juvenis Paulo informou que os membros do comité central da FNLA que realizaram o congresso de Luanda contactaram o Tribunal Constitucional para fazer a entrega dos resultados do referido conclave, mas o tribunal recusou porque “a documentação que estava a ser entregue não continha a assinatura do presidente democraticamente eleito da FNLA, Lucas Benghy Ngonda”.

“Os congressos realizados por um partido político devem ser remetidos ao Tribunal Constitucional por parte do presidente com legitimidade”, sublinhou.

Um grupo de militantes da FNLA realizou, de 20 a 24 de Junho, em Luanda, “um congresso extraordinário inclusivo” convocado por membros do Comité Central, totalizando, alegadamente, 50% +1 desses membros, tendo eleito Fernando Pedro Gomes como presidente. No congresso extraordinário da direcção reconhecida pelo Tribunal Constitucional, realizado no Huambo, entre 25 e 27 de Junho, decidiu expulsar do partido os membros Fernando Pedro Gomes, Ndonda Nzinga, João Lombo e Tristão Ernesto, bem como reduzir o número de membros do Comité Central de 411 para 221 e extinguir o cargo de vice-presidente.

Protestos na rua

Militantes da FNLA contra a liderança de Lucas Ngonda realizam na primeira quinzena do próximo mês, em Luanda, uma manifestação nas ruas para exigir a saída do actual presidente do partido.

Os manifestantes do partido, de acordo com a porta-voz da comissão organizadora da manifestação, Lucinda Roberto da Costa, vai defender a promoção de um diálogo franco e de reconciliação entre os militantes daquele  partido histórico.

Numa conferência de imprensa, Lucinda Roberto da Costa esclareceu que “não se trata de mais uma ala na FNLA, mas de militantes que, preocupados com a formação política, buscam formas para a reconciliação interna e revitalização do partido, tendo em conta a necessidade deste participar nos desafios políticos.”

Os militantes, declarou Lucinda Costa citada pela Angop, estão comprometidos com os estatutos do partido. JA

Last modified onDomingo, 15 Julho 2018 01:42
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