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Baixa produção de petróleo em Angola deve-se ao desinvestimento no sector

DIAMANTINO PEDRO AZEVEDO, MINISTRO DOS RECURSOS MINERAIS E PETRÓLEO DIAMANTINO PEDRO AZEVEDO, MINISTRO DOS RECURSOS MINERAIS E PETRÓLEO

O ministro dos Recursos Naturais e Petróleos, Diamantino Azevedo, admitiu hoje, na cidade de Porto Amboim, que o declínio na produção do petróleo deveu-se a falta de investimento nos segmentos da prospecção, pesquisa e exploração.

“Nós últimos anos descoramos estes investimentos e acumulado ao declínio natural dos poços temos registado uma baixa de petróleos”, reconheceu o ministro no 1º conselho consultivo do Ministério da Indústria.

Para inverter a situação, defendeu a necessidade mais investigação e estudos para se obter reservas possíveis de serem exploradas, uma situação que exigirá tempo e investimentos.

Avançou que medidas foram adoptadas pelo Governo, tendo  nos últimos seis meses sido produzidos cinco diplomas legais, para inverter esta situação que visa fomentar a prospecção, permitir a exploração de alguns depósitos já descobertos e a simplificação nos procedimentos administrativo para facilitar os investimentos.

“ Até ao fim da legislatura temos de assegurar que a produção do petróleo não baixe a menos de 1,5 milhões barris/dia, uma vez que temos compromissos com a OPEP de 1,6 milhões barris/dia”, esclareceu.

Relativamente à refinação, lembrou que o país conta com apenas uma refinaria em Luanda, construída  na década de 1950.

Afirmou que o governo já definiu as estratégias de refinação para os próximos anos, que passam pela construção da Refinaria do Lobito,  com uma capacidade de 200 mil barris/ dia , em  Cabinda com uma capacidade de 60 mil barris/dia e a modernização da  Refinaria de Luanda, visando aumentar a oferta da gasolina e gasóleo.

Com a construção da refinaria do Lobito , continuou , estará criada as condições da indústria petroquímica e o país se tornará auto suficiente em derivados do petróleo, com o excedente  a ser exportado.

Quanto ao gás , o governante destacou a produção de 3,2 mil milhões pés cúbico/dia,  no Soyo (Zaire) para a produção de gás natural liquefeito, que serve para a exportação e consumo interno.

 “Temos algumas descobertas de gás não associado a petróleo e é necessário  desenvolvermos os mesmos, uma vez que já existe uma legislação específica, tornando seguro aos investidores para sua exploração bem como na produção de fertilizantes ”, informou.

Do sector mineiro   Diamantino de Azevedo  sublinhou que no país  existe a exploração de diamantes, rochas ornamentais e asfálticas , calcários , argilas , areias , inertes para construção civil.

Dentro de dois anos entra em exploração as minas de ouro, ferro, cobre, fosfato , quartzo, manganês e caulinos.

Destacou a exploração de rochas ornamentais nas províncias da Huíla , Luanda ,Namibe requerendo a criação de incentivos com a instalação de energia eléctrica para que mais investidores apostam.

Os resultados do Plano Nacional de Geologia (Planageo) vãopermitir que mais zonas sejam exploradas.

Da exploração de diamantes confirmou a existência de grandes reservas e  a produção está estimada em nove milhões de kilates por ano e pretende-se até 2022 atingir 13,8 milhões de  kilates/ano.

“Queremos que grande parte desta produção seja lapidada e polida no país, o que requer mais investimentos e instalação de fábricas”, apontou.

Relativamente ao Ferro avançou que pode dar origem a uma indústria siderúrgica endógena,   porém urge a necessidade do  reinício da exploração deste minério apesar dos recuos dos investidores devido à queda 140 dólares para USD 50 por tonelada.

O ministro dissertou o tema   “ o desenvolvimento das actividades mineiras e petrolíferas e o seu contributo com matérias-primas para o sector secundários (indústria siderúrgicas, petroquímicas e das rochas ornamentais.)

Last modified onTerça, 22 Maio 2018 01:09
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