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Angola já recebe um terço do sinal de satélite da compensação russa

Angola já recebe um terço do sinal de satélite da compensação russa

Angola já beneficia de um terço da capacidade do Angosat1 desde 6 de Abril deste ano, no âmbito das compensações da cláusula estabelecidas com a parte russa.

A informação foi avançada hoje, em Luanda, pelo director do Gabinete de Gestão do Programa Espacial Nacional (GGPEN), Zolana João, durante a visita de altos oficiais da Marinha de Guerra Angolana (MGA) ao Centro de Controlo e Emissão de Satélite da Funda.

De acordo com o director do GGPEN, afecto ao Ministério das Telecomunicações e das Tecnologias de Informação (MTTI), durante estes meses estava a se proceder o redireccionamento dos serviços de telecomunicações para o sinal de compensação.

“Neste âmbito Angola está a ser compensada com sinal de dois satélites, sendo o AM7 que envia sinal na banda C e o E3B que envia sinal para a banda KU, seja um da Rússia e outro da Europa até que seja entregue às autoridades angolanas o Angosat2”, explicou.

Esta compensação derivou da inoperância do Angosat-1, que apesar de continuar em órbita não apresenta os parâmetros para os quais foi contratado.

Para evitar prejuízos à parte angolana, foram accionadas as cláusulas contratuais, que impõe à parte russa a obrigação de compensar pelos danos.

Angola começou a beneficiar dessas compensações a partir do mês de Abril, data em que começou a construção do Angost2, cujo lançamento se prevê para 2020.

A compensação vem colmatar os problemas verificados no Angosat-1, à luz do contrato que obriga a parte russa a assumi-las na totalidade, incluindo as reservas feitas pelos interessados na compra do sinal.

As compensações traduzem-se na atribuição, sem qualquer custo para Angola, de 216 Megahertz na Banda C, e 216 Megaheartz na Banda Ku, enquanto o Angosat2 estiver em construção, para suportar todos os serviços necessários.

Nesse quadro, todos os serviços serão transferidos para esta banda, e todos os valores decorrentes dessas operações serão transferidos para o Gabinete de Gestão do Programa de Gestão do Programa Espacial Nacional.

O Angosat1 tinha sido lançado em órbita na noite de 26 de Dezembro de 2017, através do foguete transportador ucraniano Zenit, a partir do cosmódromo Baikonur, no Cazaquistão.

A entrada em operações comerciais deveria ter início no mês Abril. Construído a partir de 2012, no seguimento de um acordo assinado entre Angola e a Rússia, em 2009, custou 360 milhões de dólares aos cofres do Estado angolano.

O satélite tem um seguro de 120 milhões de dólares, que prevê a sua substituição, a custo zero, em caso de eventual destruição ou desaparecimento. A sua abrangência de cobertura do sinal de recepção na banda C tinha sido concebida para cobrir todo o Continente Africano e parte da Europa.

O satélite angolano possui um centro primário de controlo e missão em Angola, na comuna da Funda, norte da província de Luanda, e outro secundário na Rússia, em Korolev.

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