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Instituto para os assuntos religiosos considera errado guardar kz 13 milhões na Igreja

Instituto para os assuntos religiosos considera errado guardar kz 13 milhões na Igreja

Contactado por este jornal, depois da notícia sobre tentativa frustrada do roubo de 13 de milhões de Kwanzas, de que foi vítima o templo da Igreja Universal do Reino de Deus do Kilamba, o director do Instituto para os Assuntos Religiosos, do Ministério da Cultura condenou o acto, mas considera um grande erro guardar essa soma no interior da igreja

O responsável foi perentório ao afirmar que se trata de um erro da direcção da igreja, pois, parte- se do princípio de que somas desta grandeza devem ser depositadas em instituições bancárias. “É mais seguro, mais prático e viável guardar o dinheiro no banco, sobretudo uma soma como esta de 13 milhões de kwanzas, é muito dinheiro. Manter esse valor dentro do templo, por mais segurança que exista, há sempre um risco. Não só o risco do roubo, como de qualquer outro incidente que possa vir a acontecer”, salientou.

Francisco Castro Maria disse ainda que caso a tentativa não fosse frustrada, a igreja incorreria num prejuízo tremendo, dado o facto de o referido valor não ter sido sido recolhido da noite para o dia. “Esses valores, acredito, são um esforço titânico dos fiéis e membros desta igreja que têm estado a contribuir para os projectos e acções da própria igreja. E guardar no interior da igreja é um risco autêntico. Não obedece a normas modernas de conservação e manutenção do próprio dinheiro. O lugar ideal seria no banco”, declarou.

Impostos

Por outro lado, questionado sobre a existência de um estatuto especial de impostos para que as igrejas exerçam a sua actividade, Francisco Castro Maria explicou que não existe nenhuma lei que assim exija. Entretanto, fez saber que para tal basta que estejam reconhecidas pela lei e tenham personalidade jurídica para assim proceder, “estão desde logo autorizadas a praticar cultos”. Embora, esclarece, as igrejas paguem impostos por outros serviços que lhes sejam prestados, desde que estejam abrangidos no quadro da lei de pagamento de impostos.

Estado laico

Sobre a declaração de bens e rendimentos pelas igrejas, o responsável explicou que não há nenhuma obrigatoriedade quanto a esse quesito, pois Angola é um Estado laico e, como tal, o Governo não interfere nas suas actividades internas. Todavia, desde que essas actividades se conformem com a lei e cumpram o que está estabelecido, não violando a ordem e a tranquilidade estabelecida, não há qualquer empecilho. Daí que são livres, sem que para tal tenham que pedir qualquer autorização. “Elas devem, podem e a maior parte das vezes fazem através de uma informação, dando a conhecer ao Governo algumas das suas actividades. Tanto é assim, que existe uma parceria e têm convidado individualidades do Estado para participar. Mas o Governo não interfere no funcionamento interno das igrejas”, esclareceu. Saliente-se, que existem reconhecidas pelo Estado angolano, 81 igrejas, 60 associações religiosas, e 4 plataformas ecuménicas que congregam no seu seio várias outras igrejas.

Contraditório “frustrado”

Na tentativa de ouvir de fonte oficial da direcção da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola uma reacção sobre a tentativa de roubo, não fomos bem-sucedidos. Até ao fecho desta edição, uma outra fonte, ligada a essa denominação religiosa, disse não ter tido conhecimento oficial do roubo na sua igreja e, como tal, não estava autorizado a pronunciar-se. Prometeu-nos um contacto com o porta-voz da referida congregação, o que não veio a acontecer. OPAIS

Last modified onSexta, 11 Maio 2018 13:00
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