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Professores da província do Bengo paralisam reclamando pagamento de dividas

Professores da província do Bengo paralisam reclamando pagamento de dividas

Os professores da província angolana do Bengo anunciaram hoje uma paralisação nas aulas a partir de segunda-feira, caso não sejam pagas alegadas dívidas de 2016, denunciando ainda "intimidações e exonerações" por parte da direção de Educação.

Em declarações hoje à agência Lusa, o porta-voz do Sindicato Provincial dos Professores (Sinprof) explicou que durante a greve nacional dos professores que decorreu em abril e maio "o diretor da Educação do Bengo exonerou doze coordenadores de disciplina".

"Grande parte deles coordenadores dos núcleos sindicais em algumas escolas e três dos quais dirigentes sindicais, violando assim o memorando do levantamento da greve realizada na província do Bengo entre os dias 03 e 04 de outubro de 2016, onde as partes acordaram a não-violação dos acordos", explicou Mbaxi Paulino.

Na província do Bengo, segundo Mbaxi Paulino, as dívidas para com a classe docente datam desde outubro de 2016. Uma marcha de protesto foi já realizada no dia 13 de maio, "pedindo a demissão do diretor de Educação e o pagamento das dívidas", referentes a pagamentos e contribuições.

Além da greve, ainda por tempo indeterminado, o porta-voz do Sinprof no Bengo adiantou que os professores não descartam recorrer as instâncias judiciais para verem os seus direitos salvaguardados.

"Estamos à espera de um pronunciamento das autoridades da província. Caso não haja acordo vamos recorrer com uma ação cível a nível do tribunal, por terem sido violadas gravemente algumas normas", apontou.

Mbaxi Paulino acusou mesmo o diretor de Educação do Bengo - que remeteu uma posição para mais tarde - de fomentar na província ações de compadrio, intrigas e intimidações no setor que dirige.

"Há uma promoção de nepotismo e despotismo a nível do setor da educação fomentada pelo próprio diretor e os seus auxiliares, situações que nos levam a solicitar a demissão do diretor, porque ele sido o fomentador de intrigas e perseguições dos elementos do sindicato", disse ainda o sindicalista.

A não-exoneração dos coordenadores que tinham à aderido a greve anterior e a não retirada da quota sindical constam do caderno reivindicativo agora alegadamente violado.

"Tendo sido violado o memorando do levantamento da greve, a lei da greve e outras normas legais, o que fez com que na verdade nós apelássemos à demissão do senhor diretor provincial da educação", observou.

O ano letivo de 2017 em Angola arrancou oficialmente a 01 de fevereiro, com quase 10 milhões de alunos nos vários níveis de ensino, decorrendo as aulas até 15 de dezembro.

Em Angola os professores paralisaram as aulas de forma interpolada entre 05 e 07 de abril. A segunda fase da paralisação teve início a 25 de abril e deveria prolongar-se até 05 de maio, mas foi suspensa no quadro das negociações entre o Sindicato Nacional dos Professores Angolanos e o Ministério da Educação.

Um cronograma de ações deve ser desenvolvido até o mês de junho sob pena dos professores angolanos voltarem à greve.

O estatuto da carreira docente, nomeações dos professores em regime probatório, atualização de categorias e pagamento dos subsídios de diuturnidade são os pontos principais de reivindicação.

LUSA

Modificado emquinta, 18 maio 2017 19:10

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