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Promoções no quadro diplomático da Mirex e o caso Luvualo de Carvalho como embaixador de carreira?

Promoções no quadro diplomático da Mirex e o caso Luvualo de Carvalho como embaixador de carreira?

No inicio de Outubro de 2015, o País tomou conhecimento do vergonhoso despacho presidencial interno nº 13/2015, de 30 de Setembro, que dava conta da nomeação do senhor Luvualo de Carvalho para as  funções de Embaixador Itinerante da República de Angola. Sobre o referido despacho, o destacado jornalista e defensor de direitos humanos, William Tonet, naquela altura questionava:

Por Carlos Manuel – Funcionário

“Como pode um menino, que nunca trabalhou na diplomacia, não faz parte dos quadros de carreira do MIREX, sem provas dadas, que justifiquem para lá da bajulação, ter uma ascensão meteórica, quando estão centenas de quadros; como ministros conselheiros, primeiros secretários, cônsules, etc., esperando promoções, sem horizonte e um estranho de repente, supera tudo e todos, por bajular, Tonet, W.  Jornal Folha 8 de 4, de Outubro.. 

Segundo o referido documento, o argumento utilizado para a nomeação desse leviano intelectual foi entre outras:

“As instituições públicas e privadas e publicas  da República de Angola bem seus dirigentes têm sido alvos de calúnia e difamação quer a níve, interno por parte de algumas Partidos Políticos, quer sobretudo, a nível externo por parte de Organizações Não Governamentais, de certa Imprensa e meios de comunicação social e de outras instituições”. E segue:

“Considerando que urge a necessidade de contrapor tais acções, procurando passar a mensagem correcta e real dos factos da acções do Governo e das instituições nacionais, nos termos do nº 3 do artigo 44º do Decreto Presidencial 209/11, de 3 de Agosto” (Estatuto do Diplomata).

A injustiça se confirmou. O Senhor António Luvalo de Carvalho, advogado de uma das  classes governametais mais corruptas do mundo foi inserido no quadro efectivo do Mirex com a categoria diplomática máxima, a de Embaixador de Carreira. Uma promoção equiparada a de um soldado para general de 5 estrelas. Aquele que tem a função de defender no País e no mundo a imagem dos que pioraram a vida do pacato cidadão angolano. Defender aqueles que praticaram o roubo generalizado do erário publico. Defender o enriquecimento ilícito praticado por pessoas, que enquanto titulares de cargos públicos, criaram empresas e fizeram negócios consigos mesmo, tornaram –se multimilionários;  defender aqueles que mataram com a maior empresa nacional a Sonangol, suas fortunas continuam absurdamente incalculáveis. Quase todas as semanas somos testemunhas de noticias de como eles esvaziaram o Banco Nacional de Angola e com o dinheiro do Pais fizeram negócios para fins proprios. Essas pessoas são citadas quase por todos os cantos pela imprensa nacional e internacional, toda a hora e momento. A última reportagem da SIC Internacional provou tudo, e que neste momento não há mais dúvidas que este Governo é imoral. É um verdadeiro Governo de ladrões. Qual a dúvida que se tem mais sobre essas pessoas?

Questiona-se porque razão o Governo tem de gastar dinheiro para fazer do senhor Luvualo de Carvalho o pombo viajante pelo mundo  para fazer o trabalho sujo de dar entrevistas, participar em conferências, e não os próprios visados virem ao públicos refutarem com factos e apresentarem provas contra as acusações feitas. Quantos milhões de dólares o senhor Luvalo recebe por esse serviço de advogado do diabo? Agora que a SIC de Porgtugal divulgou numa das suas recentes reportagens sobre o envolvimento da elite politica angolana na tranferencia ilegal de avultadas somas de dinheiro para o Dubai, onde está então o senhor Luvalo para defender esses criminosos do povo angolano?

Digam meus senhores dos partidos políticos (MPLA, UNITA, CASA CE, FNLA, PRS...) será a nomeação para a categoria de embaixador do senhor Luvalo de Carvalho, é do ponto de vista moral correcta, justa, honesto e digna? Com que moral ficam os pobres funcionários do Mirex, merecedores por competência, por tempo de serviço e por lei, há longos anos espera de tal oportunidade mas que, esta sorte, nem com a morte os conhece?

António Manuel Luvalo de Carvalho de Carvalho foi inserido no quadro diplomático do Ministério das Relações Exteriores com a categoria de embaixador, por via do Despacho nº 176/17, Diário da República de 12 de Janeiro de 2017, II Série,  sem observar o mínimo dos critérios recomendados pela legislação em vigor.  As pessoas perguntam, que experiência tem essa serpente intelectual para merecer essa categoria profissional? À quem e o que vai ensinar no Mirex ? Alguém que confunde jornalismo com politica para ser embaixador de carreira, será que ele proprio não sente vergonha disso? Ao compor o seu perfil profissional (CV), como esse Luvalo irá justificar o seu ingresso na carreira diplomática? Onde esteve, em que departamento do Mirex trabalhou, que experiencia ganhou para ser merecedor dessa categoria? O favor que lhe foi feito é tão constrangedor, que se ele próprio fosse no minimo homem honesto, intelectual sério e de moral, devia ter se recusado a aceitar. Mas como a ocasião faz o ladrão, e como ele lambe bota que é, aceitou, porque alguém elevou as qualidades superiores dele como comentarista de assuntos internacionais. Alguém que confunde jornalismo com politica e agora vai fazer com a diplomacia. Pouca vergonha.

Nos paises modernos e de dirigentes mentalmente saudáveis, a questão das carreiras profissionais exige acima de tudo o cumprimento de regras restritas, das quais a formação acadêmica comprovada é complementada pela pratica numa das áreas da categoria profissional durante algum periodo de tempo onde o profissional cria o perfil técnico e moral,  ganha a experiência e ao longo do tempo vai exercendo as funções básicas, passo à passo vai progredindo e assim constrói a sua imagem técnico profissional. Nunca a pessoa do nada é colocada no topo da carreira, fazendo-o de genio profissional quando de genio nada tem.É vergonhoso. A demais, quem acompanha a trajetória do senhor Antonio Luvalo de Carvalho, verifica como ele fica saltando de um lado para o outro, fazendo passar a imagem de sabedor de tudo, sobre tudo pode falar e fazer. Profissionalmente é um intelectual leviano.

Enquadra-se na definição de psicopatas: pessoas egocentricas, com auto estimas elevadas, manipuladoras, calmas, especialistas na arte de de usar máscaras,  têm respostas rápidas na ponta da lingua, se expressam com charme e de forma convincente vendem bem as suas informações de mentira sem dar chance de dúvida quem os ouve.O psicopata se considera sempre superior ao seu proximo. São auténticos enganadores. Suas metas são sempre buscar o poder.Lembremo-nos que o senhor Luvalo de Carvalho foi recentemente eleito membro do Comité Central do MPLA e  de embaixador itinerante para Embaixador de carreira, só as cobras consequem andar tão rápido desse jeito.

Povo angolano, a categoria de Embaixador é a mais alta categoria diplomática dessa carreira profissional. Tal como acontece com o exército, para se chegar ao grau de general jamais se promove um soldado para general, ainda que esse soldado seja o melhor da unidade militar e tenha participado em todas as batalhas de guerra. Ou ainda, alguém ser promovido de enfermeiro para médico, sem nunca ter frequentado nenhuma formação superior em medicna, será isto bom?

Pois então, a carreira diplomática como qualquer outra carreira profissional, inicia-se da base ao topo através das seguintes categorias: adido, terceiro secretário, segundo secretário, primeiro secretário, conselheiro, ministro conselheiro e embaixador. O periodo de transição de uma categoria diplomática para a outra são em media 04 anos, assim reza no Estatuto do Diplomata, portanto, para se chegar à embaixador de carreira é preciso constituir um passado, um perfil, um histórico. Esse passado não deve ser baseado apenas de entrevistas nos mídias para defender governantes que abusaram da confiança que o Estado os confiou, criminosos e amigos que o senhor Luvalo continua a defender.

Para conhecimento dos angolanos, no Mirex onde o desonesto quadro da Presidência da República ora beneficiado António Luvuado Bajulador Laviano de Carvalho foi empurrado, existem quadros muito mais competentes e com perfil técnico, académico e científico superior em todos os aspectos do que essa pessoa em causa. Os que lá se encontram, para ingressarem na carreira diplomática tiveram de passaram por um longo e difícil processo selectivo, seguido de muitos anos de espera para a progressão nas respectivas categorias da carreira diplomática. Do nada, vem lá de cima alguém, não precisa cumprir nenhuma lei ou norma interna, e ao mesmo é atruibuída a categoria diplomática máxima, enquanto os demais aguardam longos e longos anos pela mesma sorte.  Onde está o principio de igualdade de tratamento de acordo com a Constituição da República? Onde está o respeito a Lei e à Constitutição que o PR jurou cumprir aquando da as tomada de posse? Será isto justo?

Sustentar uma qualidade não merecida e conviver laboralmente com pessoas superiores à ele em todos os aspectos será que ele irá se sentir psicologicamente confortável?Senhor Luvalo, interessava-nos saber, como o senhor se sente, ser nomeado (e não promovido, porque nunca fizeste parte da carreira) à uma categoria nada haver contigo?

Se esse senhor fosse minimamente inteligente e honesto, e se de facto quisse seguir com dignidade a carreira diplomática, devia ter a coragem de recusar a oferta de assumir esse papel ridículo, porque, o futuro um dia há de o cobrar. É uma categoria não merecida, por se tratar de um quadro institucionalmente considerado mercenário, um bandido.  Por força da categoria que lhe foi oferecida, irá receber tratamento e beneficios que lhe não são devidos, porque ele não é merecedor. Ocupou lugar de outra pessoa.

Alguém que começou como comentarista de rádio e TV, com péssimos comentários, depois recrutado pelos serviço de inteligência para a Cidade Alta, depois embaixador itinerante e agora embaixador de carreira, numa altura em que o nível de insatisfação dos funcionários do Mirex é elevado devido as injustiças que o Ministro Chikoti tem abusivamente cometido, ao promover funcionários por razões familiares e aqueles amigos seus sem tempo de serviço para o efeito. 

Já que ele é pessoa considerada especial para a Cidade Alta, isenta de cumprimento das formalidades legais que se exige para se chegar a categoria de embaixador de carreira assim como acontece com os funcionários do Mirex, o mais sensato seria nomeá-lo como embaixador político e enviá-lo para qualquer posto no mundo ou manté-lo na Cidade Alta como mais um dos assessores do PR para alguma coisa e não mandá-lo para o Mirex. No Mirex para fazer o quê? Para ensinar o quê e à quem? Apenas para aumentar a confusão? O Mirex possui quadros de sobra com elavada capacidade tecnica e intectual e até mesmo politca, superior ao senhor Luvalo. 

Um dia vamos ouvir alguém dizer que o senhor Luvalo de Carvalho é o mais competente Funcionário do Estado em matéria de Relações Internacionais. Que foi ele quem salvou a diplomacia angolana. Seus pares vão dizer também que não veem em Angola mais ninguém competente para por ordem no Mirex.

Um verdadeiro intelectual é aquele que não se prostitui pela ideologia ou por vantagens imorais, desonestas do poder reinante, assim como procede o senhor António Luvalo de Carvalho. 

Estamos diante da mais uma triste e lamentável aberração de um acto administrativo do Governo, um País sem governação democrática, um país comandado por dirigentes imorais, verdadeiros corruptos, que já não respeitam nem as leis por les próprios criadas. Perderam a vergonha, embora quem ainda os idolatra publicamente para garantir o pão em casa.

As mesma pessoa que aprovam as leis são as que mais as violam de forma flagrante e reiterada, e ninguém os pode denunciar, criticar e ainda vem alguém os defender, e em troca disso, é esse defensfor e bajulador eterno é gratificado com a mais alta categoria diplomatica, com todas as regalias possíveis. Isto é bom? Como ficam os demais funcionários do Mirex que há longos anos aguardam pelas promoções na carreira diplomática? Está mais que claro que a bajulação, a idolatria partidária e institucional dos incompetentes prevalace diantes dos melhores quadros dessa Angola. Depois do saque das riquezas (diamantes e petróleo – Sonagol...), agora chegou a hora do assalto às sintituições do Estado, através da introdução de mercenários, pessoas estranhas aos quadros das carreiras instituicionais, será isto? Este tipo de situções revolta e baixa a moral dos funcionários e consequentemente a produtividade laboral.

“Num país sério de Direito Democrático estas nomeações partidocratas de “jobs for boys” e outros, na estrutura do Estado, em momento de crise e restrições, seriam, imediatamente, impugnadas tendo como substrato, a violação do princípio de igualdade, constitucionalmente consagrado no art.º 23.º, por onerarem financeiramente o Estado.

Como acreditar ter o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos ganho, de forma transparente, lícita e honesta, um premio de boa governação, quando trata o Estado como colchão de acomodação. residências, viaturas de luxo, guarda-costas, motoristas, pessoal doméstico, despesas de representação, etc., etc. Tonet, W. Jornal Folha 8, de Outubro.. 

Como é possível uma pessoa que nunca foi diplomata, ser colocada lá em cima de todas as categorias, sem o mínimo de conhecimento e experiência, será isto correto? Ele vai ensinar quem e o que? Com que moral ficam os diplomatas experientes de carreira, e com níveis acadêmicos e intelectual superior ao do senhor Luvalo e Carvalho? Nos países desenvolvidos são os quadros dos Ministérios das Relações Exteriores que preenchem os gabinetes presidenciais como técnicos especializados, assessores.Raros são os casos semelhantes do que acontece em Angola.

“ ... requerendo hoje aos profissionais da diplomacia angolana um perfil académico e qualidades morais, ético e patrióticas, consentaneas com o nível de desenvolvimento que o país alcançou, mantendo a mesma dimensão de direitos e privilégios universalmente consagrados para diplomatas sem perder de vista a especificada e a realidade do nosso país”- Discurso do PR no 4º Conselho Conselho Consultivo do Mirex.  Extratos de discursos bonitos que o vento leva, sem deixar nada para a memória até mesmo de quem o escreveu ou leu.

O cidadão António Luvalo de Carvalho fica na história da Angola moderna como o ícone maior da promoção política e profissional por via da bajulação. Um percurso perverso, uma trajetcoria comparável à uma serpente da espécie gibóia esfomeada por onde passa engole todo ser vivo que encontrar pelo caminho até chegar ao destino. A classe intelectual angolana, independentemente da filiação partidária, regista com atenção particular e jamais se esquecerá desta figura imoral que é António Luvalo de Carvalho. Porém, interessante será como responder, quando um dia for questionado, como foi possível ascender do zero para embaixador de carreira, sem nunca antes ter alguma experiência no âmbito da carreira diplomática. 

Esse acto merece o repúdio dos funcionários do Mirex. As instituições do Estado não podem continuar a ser usadas como se de propriedades fossem do senhor clarividente, que embora tenha jurado cumprir e fazer cumprir as leis, é essa pessoas quem mas as viola. Ainda que esta indicação seja sinal de agradecimento por algum favor ou serviço prestado pela família (mãe) ao dono do País, que, antes da nomeação fossem pelo menos cumpridas as formalidades.

Modificado emsegunda, 20 março 2017 20:47

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