Angola 24 Horas - Direito de Resposta ao texto “Cabritismo na administração municipal de Viana”
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Direito de Resposta ao texto “Cabritismo na administração municipal de Viana”

Direito de Resposta ao texto “Cabritismo na administração municipal de Viana”

O Portal Angola 24 Horas recebeu do senhor Rui Santos o pedido de publicação de direito de resposta e de rectificação à notícia “Cabritismo na administração municipal de Viana”, nos seguintes termos:

Sou a favor de uma imprensa livre, pois acredito que sem liberdade de imprensa não há democracia! Os órgãos de comunicação social e as redes sociais têm a importantíssima função de informar imparcialmente as pessoas sobre os acontecimentos do dia-a-dia.

No entanto, não obstante a liberdade de expressão ser um direito fundamental, não é absoluto e não pode ser usado para macular a imagem de pessoas honestas ou até mesmo para justificar a perseguição política, a violência, a difamação, a calúnia, a subversão ou a obscenidade. 

A propósito da notícia divulgada pelo site Angola 24horas, no dia 10 de Junho do corrente ano com título: “Cabritismo na administração de Viana” onde se destacam inverdades envolvendo o meu bom nome.

É falsa a informação veiculada, e fere um dos princípios elementares que regem o exercício da actividadejornalística do qual um órgão de comunicação social que se preze não deve abdicar, que é seguramente o princípio do contraditório.

É preciso que haja uma reflexão sobre a qualidade das informações divulgadas, especialmente quando servem para a perseguição pessoal, onde um jornalista, pautado por motivações pessoais se proponha prejudicar pessoas de bem, numa atitude que visa atingir negativamente a reputação dessas pessoas, fruto de uma encomenda feita por alguém que não servia os interesses do Estado, e viu-se afastado do cargo, mas insatisfeito com a situação encontrou o consolo na campanha de desacreditação de pessoas, com o único propósito de denegrir a imagem de cidadãos comprometidos com o bem-estar das populações.

Um meio de comunicação social deve pautar-se por uma conduta imparcial, de responsabilidade e deve basear-se sempre no princípio do contraditório, é assim que agem os órgãos de comunicação sérios, aliados ao dever de bem informar pautado na neutralidade.

A população, de modo geral, merece receber matérias jornalísticas imparciais e não matérias truncadas, distorcidas, tendenciosas, manipuladoras e sem qualquer cunho informativo.

A peça jornalística em questão em nenhum momento atende ao propósito da imprensa ou até mesmo o recomendado pelos manuais universais de jornalismo que é o de Informar. Fazendo juízos de valor, depreciar sem qualquer comprovação é o mesmo que accionar uma verdadeira “bomba química”, cujo resultado danoso prolifera-se a velocidade da luz!

Não admito que desvirtuem o papel que o jornalismo tem na sociedade, por acções direccionadas a denegrir a imagem de pessoas com trajectória de vida correcta e com desempenho estupendo em missões ao serviço da nação, sob a falácia de que a população precisa de ter informações ou conhecimento sobre determinados factos ou situações.

É errado atingir a honra e imagem das pessoas, utilizandoa imprensa para isso!

A intriga pública, viola nossa vida privada, com a exploração da nossa imagem e falsas acusações que nos foram imputadas, sem comprovação ou qualquer possibilidade de defesa, são lamentáveis. 

É falso afirmar que terei procurado refúgio junto de amigos de outros municípios para interferirem num assunto que nem sequer aconteceu, fabricado pela ânsia da maldade.

O combate a corrupção é a principal bandeira do Executivo, enquanto servidor público e cidadão angolano estou imbuído deste espírito e tenho responsabilidades acrescidas para estancar este mal que prejudica a sociedade, é mentiraque eu tenha feito um acordo com um cidadão para beneficiar da minha protecção em troca de avultadas somas de dinheiro, perante tamanha mentira, desafio-os a tornarem públicas, as provas das compras que alegam terem tido como destino a minha residência, assim como dos valores arrecadados pelo cemitério de Viana. Tudo isso não passa de uma fértil e mórbida imaginação. 

Não acredito em sites onde os editores aproveitam-seda sua posição para divulgarem“notícias”em que atribuem falsamente aos cidadãos de bem o cometimento de vários crimes e condenações que jamais existiram.

Com muita honra aceitei o desafio de trabalhar em Viana. A minha nomeação foi o reconhecimento de uma sólida carreira, baseada no compromisso e seriedade, construída ao longo de toda uma vida profissional e com muita honra trabalho árduo. Não é um insulto que vai dificultar o meu percurso, nada disso… continuarei firme a servir e não, a ser servido. A minha saída do ministério das finanças deveu-se a movimentação de quadros que se está a realizar, visando a colocação de quadros competentes para a desenvoltura dos municípios, tendo em conta os desafios. Logo são mentirosas as suas alegações e instigações.

A questão da privatização dos mercados é conjuntural, as minhas atribuições não permitem tal facto, isso mostra claramente a vossa campanha de intoxicar os cidadãos com difamações e aldrabices.       

Para finalizar, acredito que o exercício de cargos públicos precisa de pessoas de bem e necessita de uma imprensa livre, sempre pautada na responsabilidade, na qualidade da informação e na crítica construtiva e não por meio de rebaixamento das pessoas e do ataque pessoal motivado por uma exoneração merecida, por práticas indecorosas, com fraco desempenho a mistura. A verdade liberta a alma!

Luanda, 13 de Junho de 2018

Rui Santos 

Last modified onQuarta, 13 Junho 2018 01:37
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