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Governo angolano procura reaver dinheiro desviados do FSDEA nas Maurícias

Governo angolano procura reaver dinheiro desviados do FSDEA nas Maurícias

Angola espera  que as autoridades Maurícias adoptem uma posição semelhante com os dinheiros angolanos depositados na ilha à gentileza alcançada junto das entidades britânicas, com o recente repatriamento de 500 milhões de dólares de uma operação fraudulenta executada a partir do Banco Nacional de Angola (BNA).

De acordo com círculos financeiros, é  provável que capitais de cidadãos  angolanos depositados nas  Maurícias e achados em situação duvidosa ou claramente ilegal possam ser objecto de uma transferência para Angola.

O assunto está a ser tratado, a nível financeiro, dentro das ilhas Maurícias entre os dois países. Fontes bem informadas admitem que o assunto foi já tratado a nível diplomático, entre o ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, e o primeiro-ministro maurício, onde se fez saber que Angola pretende recuperar diversos capitais angolanos que se encontram no exterior.

De acordo com a Rádio Nacional de Angola (RNA), em cima da mesa está ainda a discussão e repatriamento de dinheiro ilegal ou duvidoso depositado nas Maurícias por cidadãos  angolanos.

Para já, é prioridade do Governo angolano promover o regresso de todo o capital nacional que se encontra fora do país ilegalmente, para suprir o défice financeiro que o país vive e, com isso, encetar-se políticas de desenvolvimento e, ao mesmo tempo, a execução do Orçamento Geral de Es-tado (OGE). 

O professor e politólogo Olívio Kilumbo é de opinião que Angola deve cooperar com todos os países que se pronunciarem para o bem da soberania, o crescimento e o desenvolvimento angolano. Olívio Kilumbo acrescentou que todos os Estados que o Presidente João Lourenço elevou estão comprometidos com Angola na nova etapa de redireccionamento do Governo angolano. As  Maurícias têm boas relações com Angola. “Por isso, espera-se que venha a cooperar, assim como os Estados em que Angola tem a certeza de haver depósitos ilícitos devem, por meio diplomático, ajudar a repatriar os milhões que se encontram  naqueles países”, aconselhou.

O politólogo considera que a Procuradoria Geral da República (PGR) deve estar preparada para colaborar com estes Estados para que aconteça a devolução de valores depositados ilegalmente fora do país.

Last modified onTerça, 17 Abril 2018 11:00
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