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Sindicato de Professores confirmam 15 dias de greve a partir de segunda-feira

Sindicato de Professores confirmam 15 dias de greve a partir de segunda-feira

O Sindicato Nacional de Professores (Sinprof) vai retomar a terceira fase da greve nacional dos docentes a partir de segunda-feira (9) e com término previsto para 27 deste mês.

Essa informação foi avançada hoje, sexta-feira, em Luanda, pelo presidente do Sinprof, Guilherme Silva, durante uma conferência de imprensa, tendo referido que é esperada adesão massiva, atendendo que os professores do país estão “descontentes e agastados” com as condições laborais e salariais.

 O Sinprof, referiu, vai avançar para a terceira fase da greve por não haver vontade política e sensibilidade por parte do Executivo em solucionar os problemas essenciais dos professores que se arrastam há anos.

 O sindicalista disse não entender que desde que a ministra da Educação, Maria Cândida Teixeira, tomou posse em Setembro de 2017, nunca teve um encontro de trabalho com um parceiro social tão importante como é o Sinprof, quando já foram remetidas questões de resolução imediatas.

Apontou como principais motivos para a retoma da greve a não aprovação do novo estatuto da carreira docente, actualização de categorias dos professores em serviço e a não transição de professores do regime probatório para o quadro definitivo.

“Infelizmente e para desagrado dos docentes, fomos informados dia 3 do corrente mês, de que o Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTESS) devolveu a proposta do estatuto de carreira docente ao Ministério da Educação, documento que tinha sido trabalhado arduamente com o contributo do Sinprof, desde a última fase de paralisação em Abril de 2017”, lamentou.

Apesar dessa medida, o Sinprof continua aberto ao diálogo com o Executivo, no sentido de se resolver os problemas da classe.

Porém, a Federação de Sindicatos de Trabalhadores da Educação e o Sindicato dos Professores e Trabalhadores do Ensino Não Universitário (SINPTENU) acusaram o Sinprof de tomar uma decisão unilateral, ao decretar a greve.

O secretário-geral do SINPTENU, Zacarias Jeremias, disse que as duas alas do conselho directivo da plataforma sindical reivindicativas não emitiu uma emissão de greve, por isso exortou aos professores das escolas públicas e comparticipadas do país a prosseguirem com o seu trabalho docente/educativo.

Segundo o responsável, até ao fim do segundo trimestre do presente ano lectivo se efective a aplicação prática do novo estatuto da carreira docente.

Em declarações, recentes, à Rádio Nacional de Angola (RNA), o secretário de Estado da Educação para o Ensino Médio, Técnico e Profissional, Jesus Baptista, manifestou a sua satisfação pelo bom ambiente à volta dos debates sobre o caderno reivindicativo do Sinprof.

Apelou ao bom senso do Sinprof para continuarem a conversar e resolver os problemas pendentes

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