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Angola aponta “reconhecimento” internacional das “melhorias” em direitos humanos

Ministério das Relações Exteriores, Manuel Augusto Ministério das Relações Exteriores, Manuel Augusto

A diplomacia angolana considera a eleição do país para o Conselho de Direitos Humanos da ONU como um "reconhecimento" internacional das "melhorias" em matéria de direitos humanos em Angola.

A diplomacia angolana considerou esta terça-feira a eleição do país para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, entre 2018 e 2020, como um “reconhecimento” internacional das “melhorias” em matéria de direitos humanos em Angola.

A posição consta de uma nota do Ministério das Relações Exteriores (MIREX) de Angola, enviada esta terça-feira à agência Lusa, em Luanda, salientando tratar-se de “mais uma vitória” da diplomacia angolana no plano internacional, depois do mandato de dois anos (2015/2016) no Conselho de Segurança da ONU.

Segundo a posição expressa pelo embaixador junto da organização, em Genebra, Apolinário Jorge Correia, Angola pretende encarar este mandato com base na “experiência acumulada nas presenças anteriores” no mesmo órgão (dois mandatos, entre 2007 e 2010).

Assegurou igualmente que o país vai “focar” a sua ação na promoção do direito ao desenvolvimento, que “constitui premissa para o cumprimento dos direitos económicos, sociais e culturais, sem desprimor para os direitos políticos e civis”.

Angola foi eleita na segunda-feira para o Conselho de Direitos Humanos da ONU, obtendo 187 em 193 votos (o número total de Estados membros da Assembleia-Geral da ONU), tendo a Nigéria (185 votos), o Senegal (188 votos) e a República Democrática do Congo (151 votos) sido eleitos para os outros três lugares reservados ao continente africano, sendo a maioria exigida de 97 votos.

Ao todo, a Assembleia-Geral da ONU preencheu os 15 lugares do Conselho de Direitos Humanos, que tem um total de 47 membros e sede em Genebra.

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