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Funeral de Nzita Tiago em Paris, mas trasladação para Cabinda só com a independência

Funeral de Nzita Tiago em Paris, mas trasladação para Cabinda só com a independência

A Frente de Libertação do Enclave de Cabinda - Forças Armadas de Cabinda (FLEC/FAC) anunciou hoje o funeral do fundador do movimento, Nzita Tiago, para 10 de junho, em Paris, e que uma trasladação só com a independência.

A posição está expressa num comunicado da direção política da FLEC/FAC, enviado hoje à Lusa, dando conta que o corpo do presidente daquele movimento, que desde 1963 reclama a independência do território de Cabinda, falecido a 03 de junho, ficará sepultado no cemitério de Viry-Châtillon.

"O nosso presidente será sepultado em França e o seu corpo poderá unicamente ser trasladado para Cabinda unicamente com independência da nossa pátria", lê-se no comunicado assinado pelo porta-voz da FLEC/FAC, Jean-Claude Nzita.

Nzita Henriques Tiago, 88 anos, nasceu a 14 de julho de 1927 em Mboma Lubinda, Cabinda, e morreu na madrugada de 03 de junho, em Draveil, arredores de Paris, por razões não divulgadas.

As cerimónias fúnebres terão lugar em Paris, na sexta-feira, a partir das 14:00 (hora local), na igreja de St. Bernadette, também em Viry-Châtillon.

Segundo a direção política da FLEC/FAC, no seu "testamento político" Nzita Tiago pediu "a todos os cabindas que lutem unificadamente pela sua dignidade e pela independência de Cabinda e que nunca aceitem a opressão".

A direção interina da FLEC/FAC decretou unilateralmente, a 03 de junho, após a morte de Nzita Tiago, um cessar-fogo de três meses.

Aquele movimento independentista luta pela secessão do enclave cabindês desde 1963, primeiro contra o regime colonial português (até 1975) e, depois, contra Luanda.

Durante as tréguas unilaterais, a FLEC/FAC assume que vai suspender todas as atividades militares em Cabinda e convocar uma reunião da direção do movimento, de forma a eleger novo presidente.

Cabinda é um enclave angolano limitado a norte pela República do Congo e a leste e a sul pela República Democrática do Congo de onde provém a maior parte do petróleo de Angola.

Lusa/Fim

 

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