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João Lourenço pede ao Zimbabué para manter eleições gerais apesar do atentado

João Lourenço pede ao Zimbabué para manter eleições gerais apesar do atentado

O chefe de Estado e líder do órgão de defesa da SADC (Southern African Development Community) condenou hoje o atentando no Zimbabué, contra O Presidente Emmerson Mnangagwa, apelando à manutenção da data da realização das eleições gerais.

A posição foi assumida em Luanda, por João Lourenço, ao fazer o discurso de abertura da 43.ª reunião do Fórum Parlamentar da SADC, que junta na capital angolana os representantes dos parlamentos dos 15 países que integram aquele bloco africano, incluindo o Zimbabué.

"Enquanto nos congratulamos com a convocação e preparação em curso das eleições gerais no Zimbambué, para legitimação do poder nas urnas, previstas para o dia 30 de Julho do ano em curso, somos surpreendidos com um ateando à bomba, contra a vida e integridade física do Presidente e candidato Emmerson Mnangagwa, num auto de massas em Bulawayo", lamentou João Lourenço.

Um engenho explodiu sábado, no final do comício eleitoral de Mnangagwa, candidato do partido no poder às eleições presidenciais marcadas para Julho.

"Condenamos veemente este ato cobarde, criminoso e antidemocrático. E exortamos a todos os atores políticos a pautarem sua conduta pelo respeito à lei e à Constituição, aproveitando a única possibilidade legítima que essa mesma lei lhes confere, de poderem chegar ao poder, desde que convençam os cidadãos eleitores a votarem neles e no seu programa", exortou ainda o Presidente angolano, que lidera o Órgão de Cooperação Política, Defesa e Segurança da SADC.

"Exortamos as autoridades zimbabueanas a se manterem firmes na vontade e determinação de realizarem eleições nas datas previstas e ao povo zimbabueano a comparecer em massa nas urnas", disse ainda João Lourenço.

Muitos milhares de apoiantes de Mnangagwa assistiam ao comício, organizado num estádio situado numa zona considerada um bastião da oposição, tendo a explosão provocado de sábado, segundo a polícia do Zimbabué, pelo menos 49 feridos.

Entre os feridos figuram dois vice-presidentes do país, Constantino Chiwenga e Kembo Mohadi, e muitos outros altos responsáveis do partido no poder.

As autoridades do Zimbabué já anunciaram que vão realizar uma investigação exaustiva ao incidente.

As eleições de 30 de Julho são as primeiras desde a demissão forçada em Novembro do presidente Robert Mugabe, que dirigiu o Zimbabué com `mão de ferro´ desde a independência em 1980.

Abandonado pelo exército e pelo seu partido, Mugabe foi substituído por Mnangagwa, o seu antigo vice-presidente.

Mnangagwa é apontado como o favorito às eleições depois de a oposição ter ficado órfã do seu líder histórico, Morgan Tsvangirai, falecido em Fevereiro.

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