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Presidente angolano preocupado com sobredimensionamento da mão-de-obra da TAAG

Presidente angolano preocupado com sobredimensionamento da mão-de-obra da TAAG

O Presidente angolano alertou hoje para o sobredimensionamento da mão-de-obra ao serviço da TAAG, a companhia aérea de bandeira, pedindo ao novo ministro dos Transportes uma “solução de equilíbrio” entre os interesses do Estado e dos trabalhadores”.

João Lourenço discursava no Palácio Presidencial, em Luanda, após dar posse a Ricardo Viegas de Abreu como novo ministro dos Transportes, que sucede a Augusto Tomás, exonerado na quarta-feira pelo Presidente angolano.

“Sabemos que a empresa está sobredimensionada em termos de mão-de-obra. Procure encontrar uma solução de equilíbrio que defenda os interesses do Estado, mas que defenda também os interesses dos trabalhadores, porque afinal são chefes de família”, exortou o chefe de Estado angolano, admitindo que a situação da companhia estatal “preocupa”.

“Agradeço que preste muita atenção às grandes empresas públicas do setor, à forma como são geridas e à qualidade dos serviços que prestam à população, com destaque para a companhia de bandeira, a TAAG”, disse ainda.

O presidente do conselho de administração da TAAG, José Kuvingua, anunciou em janeiro que a sua direção vai “ajustar o excessivo número de trabalhadores” com as “reais necessidades”, para garantir o funcionamento da operadora estatal.

“Primeira coisa será o reenquadramento do pessoal de acordo com as reais necessidades, portanto poderá correr transferências internas e também o cancelamento dos enquadramentos ou recrutamentos sem propósitos justificados”, disse José Kuvingua.

Ricardo Viegas de Abreu era até agora secretário para os Assuntos Económicos do Presidente da República.

A exoneração de Augusto Tomás, antigo ministro da Economia e Finanças de Angola e na tutela dos Transportes desde a presidência de José Eduardo dos Santos, surge cerca de duas semanas depois da polémica em torno da anunciada parceria público-privada para a constituição de uma companhia aérea.

Contudo, já este mês, o Presidente angolano anunciava que a parceria não iria avançar, sem adiantar mais pormenores: “Não vai adiante, não vai sair, não vai acontecer, por se tratar de uma companhia fictícia”.

Em maio último foi anunciado, em Luanda, a constituição do consórcio público-privado para lançar a Air Connection Express, que pretendia garantir voos domésticos em Angola e que juntava, além da companhia de bandeira TAAG, a Airjet, Air26, Diexim, Mavewa, Air Guicango, Bestfly e a SJL, algumas destas com relações a membros do Governo angolano.

A construtora canadiana Bombardier chegou mesmo a anunciar a 06 de maio que iria fornecer, por 198 milhões de dólares (165 milhões de euros), seis aviões Q400 para a Air Connection Express, conforme contrato assinado em Luanda, na presença do então ministro dos Transportes Augusto Tomás.

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