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Familiares de estudantes condenados em Malanje tentam falar com vice-presidente de Angola

Familiares de estudantes condenados em Malanje tentam falar com vice-presidente de Angola

Familiares dos adolescentes condenados em Malanje a penas de cinco a sete meses de prisão por supostamente participarem numa manifestação no dia 4 de Abril, estão em Luanda para falar com o vice-presidente da República, Bornito de Sousa.

Dizem que não deixam a capital sem falar com Bornito de Sousa

Eles alegam que Afonso Simão Muatchikukulu, Justino Horácio António Valente e António José Fernando foram detidos por engano.

Acompanhados de um advogado e do director da OMUNGA, José Patrocínio, os familiares tentaram ontem uma audiência com Bornito de Sousa sem sucesso, tendo, no entanto, sido recebidos pela directora nacional dos Direitos Humanos.

Isabel Bumba, tia de um dos jovens presos, disse à VOA que só deixam Luanda com a certeza de que os seus parentes serão soltos

"Nós queremos que o senhor Presidente vele por esta situação e solte os rapazes que estão presos por um crime que não cometeram", reiterou Bumba, enquanto a mãe de Afonso Muatchikukulu, que não revelou o nome, pediu "ao Presidente para sentir a pena de uma mãe que sofre e mande soltar a minha criança, que sofre na cadeia sem fazer nada, que não vai a escola”.

Por seu turno, a mãe de Antonio Fernando apela à sensibilidade de Joao Lourenço como “pai, que tenhaamor no coração e soltem os miúdos que são apenas estudantes".

A acompanhar os familiares, o director da OMUNGA José Patrocínio diz ter saído do encontro com a directora nacional dos Direitos Humanos com alguma esperança, "apesar do objectivo em Luanda ser falar com o vice-presidente da República Bornito de Sousa já que os três jovens foram presos numa actividade sobre o 4 de Abril em Malanje em que ele era a figura mais alta presente no evento”.

Os jovens estão presos a 50 quilómetros de distância das suas casas e há um mês que não recebem visitas dos seus familiares. Voanews

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