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O exercicio da medicina com amor é um dom divino

O exercicio da medicina com amor é um dom divino

Irresistível. O sonho que invade na alma de quem queira ser médico ao ponto de bater – lhe nas profundezas da paixão, por tal arte quão nobre e quão humilde, um binómio tão complexo, que poucos percebem porque nobreza se expressa na humildade que galopeia o círculo do exercício da arte médica.

Por João Henrique Rodilson Hungulo 

O sonho de ser médico, torna – se evidente, na maioria das vezes, ainda em idade mais tenra. Embora, a opção e a escolha sejam feitas com base em vários factores, acredita – se que, a paixão é um dos mais incidentes entre as pessoas que anseiam em ser médicas.

Para ser médico é preciso muitas coisas que as pessoas vão descobrindo com a marcha dos anos. A medicina, é uma arte que requer muito sacrifício e entrega absoluta, abnegando – se vontades próprias peculiares a cada um; terminada a licenciatura, nem por isso, se chega ao alcance da pessoa do médico, é necessário estudar, mais e mais, para sê –lo em plenitude.

A quem pensa que depois do alcance do título médico, o caminho profissional dirigi – lo - á grandes proezas e glória, como o da riqueza, fartura e bonança, mas pela ironia do destino, o caminho de ser médico é contrário ao erro que ofusca a percepção vulgar do que é ser médico. Não é isso que os médicos são, os médicos, são seres humildes que trabalha dia e noite em prol da saúde da humanidade, sem estes a humanidade está condenada a desgraça cerrada. Os médicos são entes que vivem na simplicidade e na humildade, cuja missão obrigatória é salvar vidas daqueles que têm suas vidas sob a margem do perigo, muitos dos quais existem apenas na fé, mas sua saúde já se foi há muito, são os médicos os profissionais capazes de devolver a alegria ao homem ao oprimido pela enfermidade que roubou – lhe a saúde e a felicidade.

Pois que, não há felicidade alguma que se expressa na doença, a doença restringe – se numa lástima capaz de pôr em causa a própria existência enquanto vida.

O que se percebe que se precisa desenvolver ao longo do exercício da profissão médica, divide-se em habilidades médicas, atitudes médicas e conhecimento médico. O conhecimento médico é saber, por exemplo, a anatomia, a fisiologia, a farmacologia clínica, a semiologia médica, a fisiopatologia, a bioquímica, a microbiologia, e ciências a fim. Isso é o mais óbvio de tudo, mas um médico não se faz apenas de conhecimento, é preciso exercitar a sua habilidade e a sua atitude ao longo da vida como médico.

A bio - ética e o civismo, fazem parte da esfera sustentadora do bom nome da pessoa do médico, pode – se saber muito, mas na isenção da ética e do civismo, se arruína o médico, perdendo toda honra e todo aplauso que da sociedade que em torno do qual existe, havia de sobrevir em seu nome. Não é apenas o saber fazer que faz do médico um bom profissional, mas acima de tudo o saber ser que se expressa, na postura hipocrática, no auto – respeito, no auto – domínio, no civismo e na ética.

O termo médico, por si só exprime a cura, a salvação, de então não será jamais o médico o contrário deste dogma que o caracteriza.

O médico, não deve ser nunca um mercenário de princípios infundados e de ética desmoronada, um homem à serviço dos prazeres naturais que faz da medicina uma oficina de alcance dos prazeres materiais apenas, um homem assim, mesmo que possua um diploma de medicina, não é médico, mas sim um mercenário da profissão médica, porque o que dignifica o médico não é o dinheiro, o poder, a arrogância, mas sim o profissionalismo e a humildade. Para se ser médico é necessário marchar lado a lado, etapa pois etapa, face as bases deontológicas que caracterizam a profissão médica como a arte do bem, mais antiga e mais nobre no seio da sociedade, o médico deve acima de tudo ser o bom exemplo em qualquer lugar onde este estiver, o exemplo do bem, pois que é deste bem que suscita a arte de curar e salvar vida de doentes.

Quando entramos na escola médica, somos muito jovens, a grande maioria, pelo menos, e sem muita noção a respeito do contexto social em que as pessoas doentes estão inseridas. Quantos de nós conhecia a realidade de um hospital, uma periferia, as histórias de vida que pessoas aparentemente comuns podem esconder? O mundo vai se revelando aos nossos olhos e modificando quem a gente é.

Dessa forma, é preciso que adaptemos nossa atitude e comecemos a criar uma atitude médica, aquela que deve obrigatoriamente fazer parte da sua postura perante um paciente. Saber ouvir, olhar nos olhos, tocar com gentileza o corpo do doente no exame, sorrir na hora certa, confortar, saber como se portar, vestir e agir perante uma pessoa que sofre e que precisa de ajuda. Isso precisa ser aprendido desde a faculdade até mesmo o exercício da profissão médica, pois que, não servirá de nada um médico bom tecnicamente, mas astuto, arrogante e sem princípios de natureza humana, nem postura profissional sequer, este estará, antes pelo contrário, a sujar o bom nome da profissão médica que não se compadece com questões desta natureza. Quem não sabe isso, não é médico ainda.

A habilidade médica, é a capacidade de abordar adequadamente o paciente, extrair seus sinais e seus sintomas e, à partir do conhecimento médico adquirido pelo estudo e pela prática se pode chegar a um diagnóstico e a uma terapêutica exequível.

Poucas pessoas sabem disso tudo, antes de entrarem na faculdade de medicina ou até mesmo depois do exercício da profissão médico já há alguns anos. O processo de explorar o ser humano em busca de suas fragilidades biológicas, sejam estas físicas ou psicológicas, é uma arte que precisa ser refinada diariamente, desde o começo da faculdade e ad eternum. O conhecimento que galgamos é infinito, não há limites para o “saber médico”. Quanto mais se sabe, mais se pode ajudar o outro, mais nos tornamos médicos. Quanto menos sabemos, mais perigosos nos tornamos para a sociedade. É uma realidade dura a que nos submetemos quando entramos para a medicina. Esse é o dito ‘celibato’ do médico: o compromisso constante com o aperfeiçoamento tanto intelectual quanto moral. Do primeiro ao último dia.

Há ainda assim, gente que acha que a prática apenas faz do médico um bom profissional, pessoas estas, estão redondamente enganadas, não há médico bom, feito apenas de práticas sem leituras científicas continuadas, a medicina, é uma ciência dinâmica em evolução rítmica e continuada, quem ficar preso no passado e escapar da leitura será ultrapassado e anulado pelo tempo.

Há, no exercício da medicina uma atmosfera conturbante, desde os sinistros psicológicos caracterizados por ameaças de doentes e seus familiares, as sucessivas arrogâncias e ameaças dos chefes, as faltas de respeitos de muitos outros profissionais não médicos, mas deve médico, ser autêntico, sereno, com postura altamente intelectual e integra, não se rendendo às emoções conturbantes que lesam o seu ritmo profissional. Quando o clima hospitalar estiver insuportável, deve o médico lembrar – se que, existe um órgão de gestão superior, caso este não esteja em altura de responder e pôr em termo a atmosfera conturbante que lesa a personalidade médica, deve o médico lembrar – se que as portas acima deste órgão de gestão encontrar – se – ão sempre abertas para a resolução de conflitos de qualquer índole.

Médico e Professor Universitário.

Modificado emquinta, 05 janeiro 2017 11:46
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