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O regime do Cambio Fixo VS Flutuante em angola

Acompanhei a conferência de imprensa realizada pela equipa económica do executivo, pude também ter contacto com os resultados divulgados pela Comissão  de Política Monetária do BNA. 

Por Janísio Salomão

Estamos todos expectantes que, tais medidas constantes no Plano de Estabilização Macroeconómica surtam efeitos almejados para a economia Angolana sobretudo as políticas cambias e fiscais, tendo sempre como fim último a melhoria da condição de vida da população que, ultimamente tem sido agastada pela crise a que o pais encontra-se imbuída.

Sobre o regime Cambial Fixo VS Flutuante

As medidas ora anunciadas pelo Banco Nacional de Angola (BNA) têm dado azo alguma discussão. A mudança do regime de cambial fixo em que a taxa de câmbio era previamente fixada pelo BNA,  regime que vigorou até a data e a imigração para um regime cambial flutuante em que a taxa de câmbio será determinada pelas variáveis da procura e oferta, dentro de um intervalo determinado, com a uma taxa de câmbio mínima e máxima, também conhecida como como banda cambial.

E aqui é o cerne da questão: esta banda cambial estará acima ou abaixo do valor de referência actual do BNA?

Tal conforme a nota de imprensa Comité de Política monetária do BNA, tas taxas de câmbio mínima e máxima, ou também conhecida como banda cambial, não será divulgada oficialmente, será de consumo interno do BNA.

Isto nos remete a uma nova questão? como ficam as pessoas que procuram as divisas no mercado formal (instituições financeiras – Bancos).

Estas, apenas saberão a taxa de câmbio em vigor quando pretenderem adquirir divisas junto das instituições financeiras, taxas estas que, poderão estar em muito dos casos acima da taxa em vigor actualmente 1=166, o que assistiremos no futuro conforme o respectivo nome, flutuações ou variações nas taxas de cambio que poderão variar situando –se embora dentro da banda cambial, as vezes em cima as vezes em baixo.

Tais medidas terão ou não impacto no Kwanza?

O facto do governador ter anunciado que não haverá desvalorização do kwanza administrativamente, através da fixação de uma taxa de câmbio, não queira com isto dizer que, efectivamente está desvalorização não venha ocorrer, poderá sim ocorrer só que, quem irá ditar esta desvalorização será o mercado e, neste caso, não sabemos o grau de incidência desta desvalorização, o que, não se descarta as repercussões que a mesma possa causar na economia.

Angola ainda um grave problema, é uma economia importadora e como tal, tem uma forte apetência para moeda externa (divisas) o que neste caso torna a nossa economia vulnerável e a nossa moeda fraca, pois a ausência de cambiais e alterações cambais, criam-nos distorções, como já  recentemente vivemos tal cenário com a subida generalizada dos preços, tendo as taxas de inflação atingiram taxas acima dos 30%.

A oferta ou procura de divisas poderá normalmente causar alterações nos preços dos produtos internos, fazendo com que as repercussões sejam refletidas no Índice preço do consumidor (IPC).

O facto de mudar de um regime cambial para outro, faz com que BNA tenha que reforçar as medidas de supervisão do mercado para garantir um regime de preços que não agrida o bolso do consumidor final.

Não pensemos que está tudo a mil maravilhas, a economia levará o tempo que for necessário para que tal medida possa se auto ajustar ou regular.

Ficar de braços cruzados não era a solução, as reservas liquidas internacionais estavam com tendência regressiva desde 2013 situando –se até junho de 2017 em 16,6 mil milhões de dólares uma redução de 46,7%, com um período de cobertura de 5,9 meses. Para ser mais objectivo não temos dinheiro e estamos a consumir as nossas poupanças, situação que nos torna vulnerável, e com uma elevada exposição de risco a nível internacional.

CONCLUSÃO

 Julgo ser importante continuar com a política de diversificação, através da criação de condições para que se possa reduzir o risco no que tange a oferta de bens.

É de todo imperioso, melhorar a questão do ambiente de negócios, para que os empresários nacionais e estrangeiros se sintam estimulados a investir no pais, o que ajudará a reduzir a exposição e dependência do nosso mercado face ao mercado externo.

A abertura de novos negócios gerará renda interna, produção de bens, estimulo ao consumo, redução do desemprego, no meu ver são estes ingredientes que necessitamos para que possamos ter uma economia a crescer.

Quando a crise poderá ser mitigada na nossa economia?

Não sei precisar, as economias levam algumas 5 outras 10 para que a crise possa ser ultrapassada.

A  economia angolana possui ainda entraves ou pontos de estrangulamentos que emperram o seu crescimento e desenvolvimento questões relacionadas com transparência, a corrupção, problemas infraestruturais como: água, luz, vias de comunicação que necessitam de serem ultrapassados, bem como precisamos desburocratizar a maquina administrativa do estado, reduzir a inflação e entre outros males que ainda enfermam a economia.

Quando estes serem ultrapassados, e serem tomadas medidas consentâneas julgo que o cidadão angolano sentirá algum alivio e a economia será melhor e estará focada para o cidadão angolano.

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