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Quais são as reais intenções dos apologistas da tese da perseguição contra os filhos do Ex-PR?

Quais são as reais intenções dos apologistas da tese da perseguição contra os filhos do Ex-PR?

Como se explica o facto daqueles que davam a cara criticando direta ou indiretamente os filhos do Ex-presidente da República, e de dia pra noite, no abrir e fechar dos olhos se tornaram seus defensores? Será que houve uma metamorfose da parte dos mesmos? Será que é obra da água milagrosa que substituiu o Nosso Senhor Jesus Cristo em algumas igrejas? Pois atualmente só se ouve já: "Quando bebi a água milagrosa, fiquei curada". Oko!

Mas, antes de esmiuçar o que realmente se passa, importa dizer algo sobre o efeito dominó. Segundo a Wikipédia, o efeito dominó sugere a ideia de um efeito ser a causa de outro efeito gerando uma série de acontecimentos semelhantes de média, longa ou infinita duração. Ou consiste na colocação de diversos dominós em pé numa fileira de modo que se o primeiro for derrubado com um simples toque, um derruba o outro até que todos sejam derrubados.

Entendo que depois de uma profunda reflexão, MPLA  percebeu que para a melhoria das condições de vida dos cidadãos e a sua manutenção no poder tinha que mudar de paradigma na governação, ou tinha que  expurgar as práticas que lesavam o estado, e eram um freio para o tão desejado  luvuatumuku (desenvolvimento) do país. Essas ações que lesavam o Estado eram de facto uma contra-propaganda contra o próprio MPLA. E é nessa visão que nasce "o corrigir o que está mal e o  melhorar o que está bem".  O actual executivo  ao  expurgar os actos que lesavam o estado, faz isso cumprindo escrupulosamente o programa de governação do MPLA. 

Quero dizer com isso que, na realidade, a materialização "do corrigir o que está mal e do  melhorar o que está bem" não é uma luta de titãs no seio dos camaradas, mas é o cumprimento do programa de governação do MPLA a qual os eleitores deram o aval pra ser implementado.  A  materialização "do corrigir o que está mal e do melhorar o que está bem", se para o MPLA é uma lufada de ar fresco, mas para os seus oponentes acaba de os asfixiar ou não lhes dá muitas margens de manobra. Um segmento da nossa sociedade... no sentido  de contraporem a materialização "do corrigir o que está mal e melhorar o que está bem".  Engendram a tese da perseguição contra os filhos do ex-presidente da República.

E engendraram esta tese tendo como suporte o efeito dominó. E como o efeito dominó consiste na colocação de diversos dominós em pé numa fileira de modo que se o primeiro for derrubado com um simples toque, um derruba o outro até que todos sejam derrubados. Os apologistas da tese da perseguição contra os filhos do ex-presidente da República colaram nos primeiros lugares da fila os seguintes dominós: A Isabel dos Santos, José Filomeno dos Santos e a Tchize dos Santos.  A colocação destes dominós não foi aleatória, pois obedece um plano bem arquitetado que está sendo posta em marcha com o objetivo de levarem o MPLA a implodir.

Na qualidade de ministro da Defesa e em outras funções, o actual presidente da República não era um titã no governo e ao nível do partido. Pois o nosso sistema de governo faz do presidente da República num super presidente e ao nível do  partido também o presidente do partido é um super presidente. Deste modo, naquela conjuntura o actual presidente da República era um potencial titã. Mas quando é eleito como presidente da República e em função da sua forma de ser presidente e do processo de "corrigir o que está mal e do melhorar o que está bem" que está em curso no país, passou a ser de facto um titã.

Mas, o ex-presidente da República, mesmo estando fora do poder, continua sendo um titã. E hoje ao nível do MPLA há dois titãs nomeadamente: O actual presidente da República e o ex-presidente da República. E um confronto direto entre esses dois titãs acabaria por implodir o MPLA. E isso já ocorreu no MPLA, a última ocorrência registou-se nos anos 70, quanto dois titãs ao nível do MPLA tinham entrado em confronto...

Mas, para que os actuais titãs do MPLA entrem em confronto, deve existir uma questão muito forte que as leva a chegar nesse ponto. Deste modo, os apologistas da tese da perseguição contra os filhos do Ex-presidente da República, como o governo esta a revogar contratos, a fazer o repatriamento de capitais que ilicitamente foram parar noutras bandas.... como esta a dar um Ko nos monopólios, na impunidade... claramente que o governo ao expurgar essas práticas a qual o programa de governação do MPLA orienta que se expurgue, acaba por não deixar de bom ânimo algumas pessoas. E os teóricos da tese da perseguição usaram esse momento de mau estar, de falta de ânimo nas pessoas que direta ou indiretamente foram afectadas afim de levar-lás a confrontar o governo. No sentido de passarem a imagem na sociedade e nessas pessoas que estão a favor delas.

Mas na realidade esses apologistas da tese da perseguição contra os filhos do ex-presidente da República, não estão a favor dos filhos do Zedú, não estão a favor do próprio Zedú e nem são a favor do MPLA! Essa falsa perseguição que estão a propalar visa colocar o Ex-presidente da República  José Eduardo dos Santos e o actual presidente da República João Lourenço em confronto direto. Pois ao propalarem essa tese da perseguição, estão a passar a mensagem de que o Presidente da República João Lourenço está a combater os filhos do Zedú, e como "combater os filhos é combater os pais". O Zedú no sentido de defender os seus filhos entrem em confronto com João Lourenço, e para que desta luta de titãs imploda o MPLA. 

E um confronto entre estes dois titãs iria criar grandes fissuras no MPLA. Colocaria o MPLA a lutar contra si mesma. E com as autarquias a porta, esse confronto levaria com que o MPLA chegasse para as eleições autárquicas dividido, essa divisão interna levaria com que o MPLA tivesse uma vitória com sabor a derrota, pois iria ter um resultado que o colocaria em quase empate com a oposição ou poderia perder estas eleições. Pois ao existir esse confronto a parte a qual se propala que está  sendo perseguida, no sentido de contrapor a suposta perseguição contra si jogaria   contra a nova liderança, e esse jogar contra a nova liderança seria uma orientação do sentido de voto contra o MPLA.

Isso levaria com que nas eleições Gerais de 2022 o MPLA tivesse um resultado que lhe obrigasse a fazer uma coligação pós eleitoral para puder fazer passar o OGE na assembleia. E isso seria uma derrota ou seria o principio do fim da hegemonia do MPLA em Angola.

E se consumando isso os apologistas da tese da perseguição iriam com isso  implodir o MPLA, mas sem entrar em confronto com MPLA. Deste modo urge que ao nível dos camaradas se tenha a noção do que realmente ocorrerá caso darem ouvidos ou se deixarem levar pela essa tese de que há uma perseguição contra os filhos do Zedú. Pois quem prometeu ao eleitor que iria corrigir e melhorar é o MPLA. E ao cumprir com o que prometeu isso é benéfico ao país e em particular ao próprio MPLA. Pois além de proporcionar melhores condições de vida a  população, permite a manutenção do MPLA no poder. Pois sem a materialização "do corrigir o que está mal e do melhor o que está bem" a manutenção do poder fica comprometido.

Manuel Tandu "O Kutualista"

Last modified onQuinta, 09 Agosto 2018 21:41
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