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Criminalidade em Luanda: de quem é a culpa afinal?

Criminalidade em Luanda: de quem é a culpa afinal?

Não é vã, a criminalidade que anda de mãos dadas com as ruas dos subúrbios de Luanda, nunca a vemos descalça ou sequer a estriar – se num chinelo de fabrico chinês, nem sequer mal vestida, ela está ali, onde quer que estejamos, feita num modelo de roubo acertado ao povo, faz refém centenas de citadinos que nas ruas marcham, a criminalidade, tornou – se dona de muitos bairros, ela mesma dita as regras e consome toda felicidade do povo lá onde ocupa a cadeira mais elevada da sua pousada, apenas apressa – se em deixar a tristeza e as sucessivas violações como recado da sua efectiva residência.

Por João Henrique Hungulo

A criminalidade, robusta e atrevida, feita numa prostituta vadia que arrasta – se as ruas para chupar a alegria do povo em busca do pão, deslapida a felicidade de todos quanto pelas casas têm o desejo à correr – lhes à vontade de lá chegarem, mas, esta não tem vergonha alguma de abusar da liberdade dos citadinos luandenses, ao ponto de arrombar suas portas com energia e autoridade drástica numa altura em que a noite já ganhou o seu rosto, saquear os seus bens alheios, feita dona de tudo quanto foi encontrado ao longo das residências dos cidadãos, essa é a maldita criminalidade, que fez do povo refém de causa desconhecida, transformada num dos piores dramas que ficou famoso pelos filmes que fez num passado ainda criança ao ar livre. Na memória de criminosos moram desejos de matar a sangue frio a alacridade do povo, e deixar – lhes a pobreza como a única condição de subsistência.

1.    Onde está a falha?

Há quem atribui a falha à pessoa do Estado, que se mostra ineficiente para fornecer à sociedade aquilo que é constitucionalmente assegurado: saúde, educação, segurança pública, através de políticas sociais adequadas e eficientes; outros podem imputar a responsabilidade a um Poder Judiciário moroso, inapto a dar uma pronta resposta à sociedade perante o cometimento de um delito; talvez, a responsabilidade possa, ainda, ser atribuída ao Poder  Legislativo, pois ao exercer a actividade legislativa, não se atenta que a resposta contida nos preceitos secundários dos tipos penais (sanções) esteja, em muitos casos, em descompasso com a realidade social hodierna; o factor cultural também pode influenciar para o aumento da criminalidade: é a famigerada “globalização” e sua notória inversão de valores. É a partir da análise dos tópicos retro-citados que se impõe a ascensão da criminalidade em Luanda.

QUE TODOS NOS UNAMOS NO COMBATE AO CRIME EM LUANDA!

BEM – HAJA!

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