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Angola realiza inquérito para avaliar situação real da pobreza no país

Angola realiza inquérito para avaliar situação real da pobreza no país

O Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola iniciou segunda-feira o Inquérito sobre Despesas, Receitas e Emprego de Angola para aferir, em 12 meses, a "real situação da pobreza no país", disse hoje à Lusa fonte da instituição.

"Vai permitir calcular sobre a pobreza monetária no país, calcular também indicadores sobre o consumo das famílias para as contas nacionais, de igual modo também termos indicadores sociais sobre as condições de habitabilidade", explicou o coordenador do estudo, Paulo Fonseca.

De acordo com o coordenador, este estudo vai abranger cerca de 12.500 agregados familiares em todo o país, contando com uma representatividade de 72 secções censitárias por província, pelo que Luanda deve contar com o dobro das secções.

"Estamos a prever que os primeiros indicadores preliminares de pesquisa poderão sair seis meses depois, pelo menos os indicadores da pobreza e a condição de empregabilidade das famílias", explicou.

De acordo com Paulo Fonseca, trata-se de um inquérito tradicional que será feito pela terceira vez a nível do país, resultando da fusão do inquérito de despesas de receitas e do Inquérito de Bem-estar da população (IBEP), realizados em 2001 e 2008/2009, respetivamente.

O coordenador do Inquérito sobre Despesas, Receitas e Emprego de Angola sublinhou ainda que o país continua a trabalhar com os indicadores de 2008/2009, que apontam para "35,6% de pobreza nacional".

"Passados mais de cinco anos há toda necessidade de atualizarmos esses indicadores para aferirmos a real situação da pobreza em todas as províncias do país", adiantou.

Para este trabalho, o Instituto Nacional de Estatística vai contar com agentes de campo em cada província.

"Vamos aguardar pelo bom senso da população porque os nossos agentes vão apenas colocar questões básicas como a educação, saúde, emprego a nível dos agregados familiares, características das habitações entre outras que constam no nosso questionário", referiu.

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