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Funcionária pública morre após suspensão do salário pelo ministério das Finanças

Funcionária pública morre após suspensão do salário pelo ministério das Finanças

Uma funcionária pública do sector da saúde, na província do Huambo, morreu, na semana passada, depois de ter sido informada que o seu salário de Abril foi suspenso pelo ministério das Finanças, por irregularidades detectadas no processo de cadastramento.

Funcionária pública teve uma paragem cardíaca ao tomar conhecimento da situação

O facto foi dado a conhecer hoje, terça-feira, em conferência de imprensa, pela secretária do sindicato dos enfermeiros na província, Justina Eculica, confirmando que a sua filiada teve uma paragem cardíaca ao tomar conhecimento da situação.

A sindicalista informou estarem nesta condição, de salários suspensos, 272 funcionários do sector da saúde, muitos dos quais com mais de 25 anos de serviço, mostrando-se, por isso, descontente com a medida tomada pelo Ministério das Finanças.

Segundo Justina Eculica, que denunciou a existência de filiados também com saúde afectada pela suspensão de salários e o risco definitivo de desactivação dos nomes no sistema de gestão financeira, o Ministério das Finanças desrespeitou o princípio do diálogo social e do aviso prévio.

A sindicalista, que diz não entender as razões que motivaram a suspensão dos salários, exigiu, da entidade patronal, mais respeito, ao afirmar que os 272 funcionários do sector da saúde participaram, em 2017, do processo de recadastramento.

Presente na conferência de imprensa, o presidente do sindicato local dos trabalhadores da saúde, Félix Úlica, também lamentou o facto de ver o seu nome incluído na lista de funcionários públicos com salários suspensos.

A semelhança dos demais, considera-se injustiçado, pois, segundo afirmou, entregou ao ministério das Finanças, por via da delegação local, toda a documentação exigida no processo de recadastramento biométrico.

 “Os trabalhadores afectados com esta medida, pelo menos no sector da Saúde na província do Huambo, estão a ser vítimas de um erro cometido pelo próprio Ministério das Finanças”, desabafou.

Quem também mostrou-se estupefacto com a lista de trabalhadores privados, provisoriamente de seus salários, é o secretário do sindicato da educação, cultura, desporto e comunicação social, Elias Sunguete.

No caso do seu sector disse estarem abrangidos 2080 professores, alguns dos quais tiveram ataques cardíacos ao saberem que não receberão os seus salários referentes ao mês de Abril e correm riscos sérios de perderem o vínculo jurídico-laboral.

Durante a conferência de imprensa, o professor Paulino Constantino, há 21 anos de serviço, disse fazer parte dos que não vão receber salários este mês e responsabilizou os órgãos dos recursos humanos da direcção local da Educação e do Ministério da Educação pela situação.

Todavia, disse esperar que o problema seja resolvido com a máxima brevidade, na base do diálogo, evitando, assim, medidas sindicais com base na Lei que terão apoio de todos os trabalhares solidários com a situação.

A Angop apurou que a medida do Ministério das Finanças atingiu, na província do Huambo, 2.629 funcionários públicos, sendo 2.080 da educação, 272 da saúde, 200 da administração pública e 73 do sector da agricultura. No país o número de afectado é de 64 mil funcionários, sendo os ministérios da Educação, Interior e Saúde os mais visados.

Last modified onTerça, 24 Abril 2018 21:47
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