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Fábricas de cimento devem ser reactivadas para travar a especulação do produto no mercado - Ministro

O ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, afirmou, em Luanda, que é necessário que se restabeleça rapidamente a capacidade de produção de cimento no país para travar a especulação do produto no mercado.

Duas grandes fábricas, uma em Bom Jesus e outra no Cuanza-Sul, estão paralisadas por falta de combustível, o que fez disparar o preço do cimento no mercado de pouco menos de mil para cerca de três mil kwanzas o saco de 50 quilos. Muitas empresas de construção foram obrigadas a paralisar obras e a despedir pessoal.

Manuel Tavares de Almeida, que falava na abertura da 14.ª edição da Feira Internacional de Equipamentos e Serviços para a Construção Civil e Obras Públicas (Projekta' 2017), disse também que é preciso criar outros aditivos na cadeia de produção interna com vista à redução das  importações.

Para o controlo da qualidade das empreitadas do Estado, o ministro disse que o Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) deve estar dotado de mais capacidade técnica para melhor certificar tanto os materiais de construção como as obras.

Defendeu ainda um maior grau de exigência na fiscalização da qualidade das obras públicas. Manuel Tavares de Almeida pediu que se trabalhe para que os preços das empreitadas estejam alinhados às boas práticas internacionais. Um quilómetro de estrada asfaltada em Angola custa um milhão de dólares, mas em países como a África do Sul fica por menos de 600 mil dólares e a qualidade nunca é questionada.

O ministro anunciou a realização nos próximos dias de um fórum de auscultação às organizações do sector da construção civil e obras públicas. O fórum deverá ser uma actividade a ser realizada duas vezes por ano e visa um diálogo franco e aberto com todos os agentes que intervêm no sector da construção civil e obras públicas, por forma a obter contribuições que possam ajudar na melhoria do relacionamento com esses agentes enquanto parceiros do Estado.

Apesar da crise económica que o país atravessa, o ministro afirmou que Angola continua a representar um forte atractivo para o investimento no sector da construção e obras públicas, como bem demonstra a realização da Projekta' 2017.

Manuel Tavares falou também da importância que o sector privado tem para o desenvolvimento do país. “Por isso, o ministério vai apoiar as empresas, para que estejam cada vez mais capacitadas tecnicamente e possam estar em condições de participar na livre e justa concorrência, abraçando os desafios do país”, acrescentou.

Mais de 100 empresas nacionais e estrangeiras participam na 14.ª edição da Feira Internacional de Equipamentos e Materiais de Construção e Obras Públicas, Projekta' 2017, que abriu ontem na Baía de Luanda e encerra domingo.

A 14ª edição da Projekta é uma organização da Eventos Arena. (JA)

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