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Acusado de corrupção, Teodorin Obiang faltou à primeira sessão do julgamento

Acusado de corrupção, Teodorin Obiang faltou à primeira sessão do julgamento

O dirigente africano Teodorin Obiang faltou, esta segunda-feira, à primeira sessão do seu julgamento em França. Teodorin é acusado de usar dinheiro público para viver com todos os luxos.

O julgamento de Teodorin Obiang, acusado de corrupção, começava esta segunda-feira, em Paris (França). No entanto, o governante africano não apareceu. Os seus advogados argumentam que Teodorin “sofre de uma necessidade compulsiva de comprar” e que, para tal, usa dinheiro obtido legalmente. Esta é a primeira vez que a justiça europeia atua contra um dirigente africano por crimes cometidos no seu país.

Os advogados de Teodorin já tinham tentado adiar o julgamento, pediram imunidade diplomática para o seu cliente e até fizeram um apelo de última hora ao Tribunal Internacional de Justiça, que foi negado pelas Nações Unidas. O tribunal francês tem até quarta-feira para decidir acerca do adiamento ou a transferência do processo para o Tribunal Internacional de Justiça.

Teodorin Obiang, de 47 anos, filho do presidente da Guiné Equatorial Teodoro Obiang (e vice-presidente do mesmo país), está a ser acusado pelas autoridades francesas de branqueamento de capitais, desvio de dinheiros públicos, abuso de confiança e corrupção. O dinheiro “roubado” — entre 2004 e 2011 pelo menos uns 110 milhões de euros — serviu para uma vida de luxos em França: um palácio na Avenida Foch, em Paris, com 5.000 metros quadrados e seis andares, avaliado em 107 milhões de euros. Tem discoteca, piscina interior e torneiras banhadas em ouro, conta o El Mundo.

Mas esta não é a primeira acusação contra Teodorin. Em 2014 o governante africano viu-se obrigado a entregar às autoridades americanas uma mansão que tinha em Malibu, Califórnia; um Ferrari e uma coleção considerável de objetos de Michael Jackson (entre os quais a sua famosa luva) — somando 45 milhões de euros — para não ser julgado por corrupção.

Mais recentemente, em novembro do ano passado, foi acusado de branqueamento de capitais, na Suíça, pelo que lhe confiscaram um iate e 12 carros, entre os quais um Bugatti Veyron (acima dos dois milhões de euros) e um Porsche estimado em 800.000 euros.

A Guiné Equatorial é um país rico graças ao petróleo. Contudo, essa riqueza não se distribui equitativamente: mais de metade da população vive com menos de 25 dólares anuais e nem tem acesso a água potável. Diversas organizações não governamentais têm pedido investigações aos gastos realizados na Europa e nos Estados Unidos por dirigentes africanos alegadamente corruptos.

OBSRVADOR/BA

 

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